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Quanto Custa Dormir com o Ventilador Ligado? Veja o Impacto de Até R$ 32 na Sua Conta de Luz

31/08/2026
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Ventilador ligado a noite toda pode custar de R$ 9 a R$ 32 por mês na conta de luz

Uma análise feita com os cinco modelos de ventilador de mesa mais vendidos do Magalu mostrou que dormir oito horas por noite com o aparelho ligado, durante 30 dias seguidos, pode acrescentar entre aproximadamente R$ 9 e R$ 32 à conta de luz mensal. O valor depende principalmente da potência elétrica do aparelho e da tarifa de energia cobrada em cada cidade. O estudo considerou versões de 127 volts e utilizou dados oficiais do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), do Inmetro, que reúne as informações de consumo dos eletrodomésticos vendidos no país.

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Para chegar aos números, o comparativo simulou um mês de uso noturno, com cada ventilador funcionando na velocidade máxima por oito horas todas as noites. Isso equivale a 240 horas de funcionamento ao longo de 30 dias. A potência de cada aparelho, medida em watts, foi multiplicada pelas 240 horas e depois dividida por mil, resultando no consumo mensal em quilowatt-hora (kWh), unidade utilizada na cobrança de energia elétrica. Em seguida, o resultado foi confrontado com as tarifas de referência de cinco capitais brasileiras: Fortaleza, a R$ 0,97 por kWh; São Paulo, a R$ 0,95; Curitiba, a R$ 0,85; Manaus, a R$ 0,84; e Brasília, a R$ 0,83.

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As contas revelaram uma diferença significativa entre os modelos avaliados. Os ventiladores de menor potência acrescentam cerca de R$ 10 à fatura mensal em algumas cidades, enquanto aparelhos mais potentes ultrapassaram os R$ 30 nas mesmas condições de uso. O modelo Ultra V-UT-30-01, por exemplo, registra 49 watts na velocidade máxima e consumiu 11,76 kWh nas 30 noites, o que representa um custo que vai de R$ 9,76 em Brasília a R$ 11,41 em Fortaleza. Já o Britânia BVT301, com 46,82 watts, teve consumo de 11,24 kWh no período, gerando uma despesa extra entre R$ 9,33 e R$ 10,90, dependendo da capital.

Na outra ponta do comparativo aparecem os modelos mais potentes. O Mondial NVT-40-8P-B chega a 139,5 watts e consumiria 33,48 kWh em um mês de noites quentes, o que resultaria em acréscimo de R$ 27,79 em Brasília e de R$ 32,48 em Fortaleza. Os modelos Mondial VSP-40-B e VSP-40-W, ambos com 137,8 watts, apresentaram consumo idêntico de 33,07 kWh e custo variando de R$ 27,45 a R$ 32,08 conforme a cidade. Na prática, essa diferença de valores está diretamente ligada à potência elétrica de cada equipamento.

Além de medir o gasto dos ventiladores, o levantamento também comparou esses aparelhos com um ar-condicionado. O modelo escolhido foi o LG AI Dual Inverter Voice (S3-Q09AA31C), equipamento inverter de 9.000 BTUs, com classificação energética A e consumo anual de 363,2 kWh. A tecnologia inverter ajusta continuamente o funcionamento do compressor, o que exigiu uma adaptação no cálculo: a partir do consumo anual do aparelho e do ciclo normalizado de 2.080 horas considerado pelo Inmetro, estimou-se quanto ele consumiria nas mesmas 240 horas usadas no comparativo dos ventiladores.

O resultado foi um consumo aproximado de 41,91 kWh nas 30 noites. Em São Paulo, isso significaria um acréscimo de cerca de R$ 39,81 na conta do mês, valor superior aos R$ 10,67 do Britânia BVT301 e aos R$ 31,81 do Mondial NVT-40-8P-B nas mesmas condições. Assim, o ventilador se mostrou mais econômico em todos os cenários analisados, embora a vantagem varie bastante conforme o modelo. Nos aparelhos de menor potência, o consumo ficou próximo de um quarto do estimado para o ar-condicionado, enquanto entre os ventiladores mais potentes a diferença foi bem menor.

Os cálculos indicam que o ventilador continua sendo uma opção viável para enfrentar noites de calor intenso sem elevar demais os gastos domésticos. Além do preço de compra geralmente menor em relação a um ar-condicionado, o equipamento apresentou consumo de energia inferior em todos os testes realizados. Entre os modelos analisados, os mais econômicos acrescentariam cerca de R$ 10 ao mês nas cidades consideradas, enquanto os de maior potência elétrica poderiam gerar um custo extra de até R$ 32,48 no período avaliado.

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