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Cursos de inteligência artificial superam Medicina em notas de corte

01/05/2026
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A procura por formação especializada em inteligência artificial está transformando a educação superior no Brasil, com notas de corte em universidades federais superando as de cursos tradicionalmente disputados, como Medicina. Este fenômeno reflete a consolidação da tecnologia como a carreira de maior crescimento no país, atraindo desde estudantes em início de graduação até executivos de alta gestão.

Instituições de prestígio, como a Universidade Federal de Goiás, a Fundação Instituto de Administração, a FGV e o Insper, têm adaptado suas ofertas para atender a essa demanda. O interesse é amplo e abrange tanto quem busca a formação técnica profunda quanto profissionais que precisam integrar a tecnologia em suas rotinas operacionais.

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A inteligência artificial, que consiste em sistemas computacionais capazes de simular capacidades humanas de aprendizado e decisão, deixou de ser um tema exclusivo de departamentos de tecnologia. Agora, a disciplina aparece de forma transversal em grades curriculares de cursos como administração, relações internacionais e medicina.

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No Instituto de Informática da Universidade Federal de Goiás, a disputa por vagas em inteligência artificial tornou-se extrema. A nota de corte para ingresso no curso é uma das mais altas do Brasil, ultrapassando a pontuação necessária para ingressar na faculdade de medicina da mesma instituição.

Os alunos aprovados na Universidade Federal de Goiás integram o Centro de Excelência em Inteligência Artificial. Nesse ambiente, os estudantes aplicam conhecimentos teóricos em projetos reais desenvolvidos em parceria com empresas do setor privado.

Um exemplo prático dessa cooperação é o desenvolvimento do Energy GPT para a Cemig. Trata-se de um modelo de inteligência artificial conversacional, treinado com dados internos da companhia, para responder a questões técnicas e regulatórias.

Outras frentes de atuação envolvem o setor de seguros, onde são criadas ferramentas de análise de imagens de veículos. Essas soluções automatizam a elaboração de orçamentos e auditorias, o que padroniza processos e reduz o tempo de pagamento de sinistros.

O mercado de trabalho reflete a urgência por essa qualificação, facilitando a inserção de estudantes no mercado. Alunos de cursos de inteligência artificial e ciência de dados relatam a obtenção de estágios em consultorias logo nos primeiros dias de aula.

Para o público executivo, a capacitação foca na resolução de problemas reais e na tomada de decisões baseadas em dados. O objetivo é que gestores consigam estruturar projetos de inteligência artificial desde a fase de teste até a escalabilidade total do negócio.

A Fundação Instituto de Administração utiliza a gamificação para treinar lideranças. Um exemplo é a batalha de bots, um simulador onde participantes decidem o uso de ferramentas como ChatGPT e Gemini com base em custo, desempenho e impacto ambiental.

O ChatGPT e o Gemini são assistentes de inteligência artificial baseados em modelos de linguagem que auxiliam na geração de textos e análise de dados. No simulador da fundação, a análise desses recursos considera inclusive o consumo de água e energia dos centros de processamento.

Já o Insper estruturou seu treinamento de inteligência artificial aplicada aos negócios sobre três pilares fundamentais. O programa foca em produtividade para tarefas rotineiras, complementaridade através de copilotos e orquestração de agentes independentes.

Na etapa de orquestração, são utilizados agentes capazes de resolver problemas complexos de forma autônoma. Essa abordagem visa elevar a eficiência operacional e a capacidade de inovação dentro das empresas brasileiras.

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