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Roteiros de descarbonização da aviação são insuficientes ao medir apenas emissões, dizem especialistas

16/10/2026
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Roteiros de descarbonização da aviação apoiados por ICAO, ATAG e Comissão Europeia são avaliados apenas pelas emissões de gases estufa, critério que especialistas consideram insuficiente.
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As estratégias de transição elaboradas para reduzir as emissões da aviação civil ainda não são suficientes para lidar com o desafio da descarbonização do setor. A constatação ganha peso em um momento em que os efeitos das mudanças climáticas e os riscos associados a eles passam a ser sentidos com intensidade crescente em diferentes partes do mundo, pressionando indústrias de difícil substituição energética, como o transporte aéreo.

Diante desse cenário, diversas organizações passaram a desenvolver roteiros, documentos que descrevem etapas potenciais rumo à neutralidade de carbono na aviação, que é a condição de equilíbrio entre as emissões liberadas e as retiradas da atmosfera. Esses planos combinam múltiplos mecanismos de ação, entre eles o desenvolvimento de combustíveis alternativos ao querosene convencional e a introdução de aeronaves mais eficientes em consumo e desempenho.

As iniciativas contam com o respaldo de entidades relevantes do setor e de governos. Entre os apoiadores estão a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), agência das Nações Unidas que regula o transporte aéreo mundial, o Air Transport Action Group (ATAG), grupo que reúne players do transporte aéreo, e a Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, além de outras instituições que também endossam os caminhos propostos.

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Apesar da amplitude dos roteiros, existe uma limitação importante na forma como essas estratégias vêm sendo avaliadas. Elas costumam ser medidas com base em um único critério: as emissões de gases de efeito estufa, que são os poluentes responsáveis pelo aquecimento global. Essa visão restrita é justamente o ponto que levanta dúvidas sobre a suficiência dos planos atuais para transformar, de fato, o setor aéreo em uma atividade compatível com as metas climáticas.

Na prática, o debate colocado pela notícia é o de que o olhar concentrado apenas no indicador de emissões pode deixar de fora outras dimensões relevantes da transição da aviação civil. O desafio que se impõe às organizações envolvidas é ampliar a forma de avaliação das estratégias, de modo que os roteiros existentes, hoje apoiados por ICAO, ATAG e Comissão Europeia, consigam acompanhar a gravidade dos efeitos climáticos que já se manifestam no presente.

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