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De 38 minutos a 89 segundos: como agentes de IA da OpenAI revolucionaram a resposta a ameaças cibernéticas na Sophos

09/10/2026
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A Sophos reduziu em 96% o tempo médio de investigação de ameaças cibernéticas com agentes de IA baseados nos modelos Daybreak da OpenAI, que resolvem 52% dos casos de ponta a ponta.
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Sophos reduz em 96% o tempo de investigação de ameaças cibernéticas com modelos da OpenAI

A empresa de cibersegurança Sophos alcançou uma redução de 96% no tempo médio de investigação de ameaças cibernéticas ao aplicar os modelos Daybreak da OpenAI em suas operações. Os agentes de inteligência artificial desenvolvidos com a tecnologia passaram a resolver 52% dos casos atendidos pelo serviço de detecção e resposta gerenciada da companhia de ponta a ponta, sempre dentro de limites calibrados por analistas humanos. O avanço mantém o julgamento de especialistas no centro das decisões mais sensíveis da operação.

O trabalho tem como base o Sophos Fusion, o sistema de defesa cibernética nativo de inteligência artificial da companhia, que engloba o MDR, serviço gerenciado de detecção e resposta a ameaças. A plataforma reúne dados de sensores provenientes de mais de 500 integrações com produtos de terceiros, além das próprias soluções da Sophos. Juntos, esses sensores geram trilhões de eventos todos os dias, um volume que seria inviável de analisar manualmente.

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Para tornar esse fluxo administrável, a Sophos destila o volume massivo de eventos diários em aproximadamente 1.000 a 2.000 casos concretos, que são encaminhados aos seus nove centros de operações de segurança, conhecidos pela sigla SOC. É nesse ambiente que os agentes construídos com os modelos Daybreak passaram a atuar de forma decisiva. O tempo médio de resposta para os casos tratados por agentes caiu de cerca de 38 minutos para aproximadamente 89 segundos, o que explica a redução de 96% registrada pela companhia.

"Antes, isso já era melhor do que 96% dos centros de operações de segurança profissionais. Mas agora, por causa dos agentes que conseguimos construir com o programa Daybreak, o tempo médio de resposta para os casos que usam esses agentes caiu para cerca de 89 segundos", afirmou John Peterson, diretor de tecnologia da Sophos. Segundo o executivo, cerca de metade dos casos tratados pela empresa já é automatizada por agentes desenvolvidos com os modelos Daybreak.

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Os números consolidados da parceria mostram que a resolução de 52% dos casos de MDR de ponta a ponta ocorre com inteligência artificial, porém sempre dentro de fronteiras previamente definidas pelos analistas da Sophos. Para os clientes, o resultado direto é uma experiência de investigação mais rápida e mais consistente, já que os processos automatizados seguem padrões uniformes de análise em cada atendimento.

A supervisão humana permanece como elemento central do modelo de operação. Peterson é enfático ao afirmar que qualquer situação em que a companhia não se sinta confortável com o tratamento por um agente é encaminhada para julgamento humano. Essa arquitetura de decisão busca equilibrar a velocidade proporcionada pela automação com o rigor necessário em cenários de segurança, onde erros de avaliação podem ter consequências graves para as organizações protegidas.

O controle também foi incorporado ao próprio serviço de MDR por meio de três modos operacionais, estrutura criada pela Sophos para dar aos clientes participação nas decisões sobre como os casos devem ser conduzidos. Essa configuração existe desde o desenho inicial do negócio de resposta gerenciada da empresa e foi pensada para funcionar tanto com trabalho humano quanto com agentes autônomos, refletindo uma preocupação de governança que antecede a adoção dos novos modelos.

A atuação da Sophos faz parte do programa Daybreak da OpenAI, iniciativa voltada para colocar modelos avançados de raciocínio cibernético nas mãos de defensores qualificados, com acesso controlado, monitoramento e supervisão humana. Mais informações sobre o programa estão disponíveis no site oficial do Daybreak.

Com a aplicação dos modelos Daybreak, a Sophos transformou um processo que antes consumia cerca de 38 minutos em análises que hoje se completam em segundos, segundo o diretor de tecnologia da companhia. A combinação de agentes autônomos, limites calibrados por analistas e julgamento humano para os casos mais sensíveis define o novo patamar da operação: metade dos atendimentos resolvida integralmente por inteligência artificial, tempo de resposta médio reduzido a 89 segundos e um modelo em que a velocidade da automação convive com a responsabilidade humana sobre as decisões finais.

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