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Meta libera código do Muse e coloca nas mãos da comunidade a criação de gadgets de IA personalizados

03/10/2026
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3 min de leitura
A Meta liberou como código aberto o Muse Gadget SDK, ferramenta que permite conectar o agente de IA Muse a placas ESP32, Raspberry Pi, telas e sensores.
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Meta abre código do Muse e permite que usuários criem seus próprios dispositivos com o agente de IA

A Meta disponibilizou como código aberto o Muse Gadget SDK, conjunto de ferramentas que permite a desenvolvedores e entusiastas conectarem o Muse, seu agente pessoal de inteligência artificial, a diferentes tipos de hardware. Com a iniciativa, a empresa abre caminho para que qualquer pessoa monte seus próprios aparelhos compatíveis com o sistema, utilizando componentes disponíveis no mercado, como placas ESP32, computadores Raspberry Pi, telas, botões, sensores e atuadores.

A proposta representa uma mudança de estratégia para o Muse. Em vez de funcionar apenas como um produto fechado, atrelado aos dispositivos fabricados pela própria Meta, o agente passa a ser tratado como uma plataforma que pode ser adaptada a diferentes formatos de gadget, dependendo dos componentes utilizados pelo usuário. Segundo a empresa, o SDK foi publicado em código aberto, o que significa que qualquer interessado pode estudar, modificar e distribuir o software responsável por essa integração.

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A Meta sugere diversas possibilidades de uso para os chamados Muse gadgets. Uma delas é conectar o agente a uma tela colorida de tinta eletrônica, tecnologia conhecida como E Ink, para exibir lembretes e outras informações de forma visível e com baixo consumo de energia. Outra alternativa é utilizar um dispositivo ligado por HDMI para colocar o Muse em uma tela maior, como a de um televisor ou monitor. Também é possível empregar uma pequena tela sensível ao toque para montar um aparelho semelhante ao Muse Charm, gadget desenvolvido pela própria empresa. Em todos os casos, a configuração final depende dos componentes escolhidos e da programação realizada pelo próprio usuário.

A companhia descreve os Muse gadgets como dispositivos de código aberto que podem ser construídos pelos próprios usuários. A afirmação está presente na divulgação oficial da Meta, que destaca a possibilidade de programar uma placa ESP32 comprada no mercado ou configurar um Raspberry Pi com os SDKs disponibilizados. A ideia é conectar o Muse a tudo o que estiver disponível na bancada do desenvolvedor, incluindo telas, botões, sensores e atuadores. A empresa, no entanto, faz uma ressalva a quem decidir experimentar os projetos: os usuários devem prosseguir por conta e próprio risco, sem garantias oficiais de funcionamento ou suporte completo para todas as combinações possíveis de hardware.

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A abertura do código também amplia o espaço para que desenvolvedores criem aplicações mais específicas para o agente de IA. Na prática, o mesmo sistema pode ser adaptado para diferentes formatos de dispositivo, de acordo com os componentes disponíveis e os objetivos de cada projeto. Um usuário pode optar por uma tela de tinta eletrônica para mostrar informações, enquanto outro pode transformar um Raspberry Pi em um assistente conectado à televisão, por exemplo. Também é viável adicionar sensores e atuadores para permitir que o agente interaja com objetos físicos do ambiente.

Além de liberar as ferramentas para a criação de dispositivos personalizados, a Meta também desenvolveu seu próprio hardware baseado no Muse. O Muse Home Link foi projetado para conectar o agente de inteligência artificial a dispositivos domésticos. Por meio de habilidades desenvolvidas pela comunidade, o gadget pode executar tarefas como acender uma luz, controlar uma televisão ou enviar um documento para uma impressora. O funcionamento depende dos dispositivos integrados e da configuração utilizada pelo usuário. A Meta fabricou cinco mil unidades do Muse Home Link, segundo Nat Friedman, da Meta Superintelligence Labs. O aparelho ainda não foi disponibilizado para o público em geral, mas a empresa abriu uma lista de espera para interessados, com previsão de envio das unidades ainda neste mês.

A estratégia amplia o alcance do Muse para além de um produto fechado e o aproxima de uma espécie de plataforma experimental de hardware para inteligência artificial, na qual parte da inovação pode vir da própria comunidade. Ao disponibilizar o SDK, a Meta permite que desenvolvedores e entusiastas testem diferentes formatos de hardware e criem dispositivos que não necessariamente seriam produzidos pela empresa. O código do Muse Gadget SDK está disponível no GitHub, enquanto a Meta também mantém uma página dedicada aos projetos de Muse gadgets, reunindo informações e exemplos para quem deseja começar a montar seus próprios aparelhos com o agente de inteligência artificial.

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