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O celular virou o console da América Latina: smartphone domina a preferência dos gamers da região e revela um mercado cada vez mais diversificado, aponta pesquisa da gamescom latam 2026

12/09/2026
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Celular consolida sua liderança entre gamers da América Latina, aponta pesquisa da gamescom latam 2026

O smartphone se firmou como a principal porta de entrada para os games na América Latina. Dados divulgados pela Pesquisa Game Brasil Latam, a PGB Latam, durante a gamescom latam 2026, revelam que o avanço do celular acompanha transformações relevantes no perfil e nos hábitos dos jogadores da região. O levantamento entrevistou 7.202 pessoas de cinco países: Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru, e analisou temas que incluem preferência por plataformas, comportamento de compra e preocupações em relação ao uso da inteligência artificial na indústria de jogos digitais.

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A Geração Z corresponde a 47,5% dos jogadores latino-americanos identificados pelo estudo, o que reforça a presença de um público que cresceu em contato direto com smartphones e serviços digitais. Mesmo com a força do celular, outras plataformas continuam relevantes no cenário regional. A pesquisa aponta percentuais de 17,5% para computadores e 19,5% para consoles, com destaque para o interesse observado em mercados como Argentina e Peru. Os dados indicam que o crescimento dos jogos mobile não necessariamente substitui outras plataformas, mas amplia as formas de acesso aos games na região.

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O recorte por gênero mostra diferenças importantes na escolha das plataformas. Entre as mulheres entrevistadas, 62,7% apontaram o smartphone como plataforma favorita para jogar. O estudo também registrou presença feminina nos computadores, com 40,9% das jogadoras demonstrando preferência pelo PC. Entre os homens, os consoles aparecem com 61,8% da preferência. Os resultados ajudam a mostrar como o público gamer latino-americano está distribuído entre diferentes dispositivos e também reforçam a relevância das mulheres no segmento mobile.

A pesquisa também perguntou aos participantes sobre o avanço da inteligência artificial no desenvolvimento de jogos. Entre os entrevistados, 40,6% demonstraram preocupação com possíveis perdas de empregos e com a precarização do trabalho criativo. Outros 36,2% mencionaram o uso indevido do trabalho de artistas, enquanto 35,8% temem impactos sobre a qualidade e a identidade dos jogos. Os números mostram que a discussão sobre IA já ultrapassou desenvolvedores e empresas e também passou a fazer parte das preocupações dos próprios consumidores da região.

O preço também influencia o comportamento de compra dos jogadores latino-americanos. Segundo a PGB Latam, 25,8% dos entrevistados afirmam esperar por promoções antes de adquirir novos jogos. Já 17,5% costumam comprar títulos no lançamento, especialmente quando existem benefícios adicionais envolvidos. O conjunto dos dados revela um jogador latino-americano cada vez mais difícil de definir por apenas uma plataforma ou comportamento de consumo.

De modo geral, os números apresentados durante a gamescom latam 2026 pintam um cenário diversificado para a indústria de games na América Latina. Embora o smartphone tenha papel central nessa equação, consoles e computadores continuam disputando espaço em uma comunidade formada por diferentes gerações, gêneros e hábitos de consumo. A pesquisa mostra que o mercado regional deixou de ser monolítico e passou a exigir estratégias igualmente variadas por parte de desenvolvedores, publishers e empresas que investem em games na região.

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