OpenAI reforça foco em adoção prática da inteligência artificial em 2026
A diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, afirmou que a empresa pretende priorizar a chamada "adoção prática" da inteligência artificial ao longo de 2026. Em um artigo recente no blog oficial da companhia, a executiva explicou que o objetivo central é reduzir a distância entre o que a inteligência artificial já torna possível e a forma como pessoas, empresas e países a utilizam no cotidiano.
Para Friar, a oportunidade é ampla e imediata, especialmente em áreas como saúde, ciência e empresas, onde uma inteligência mais avançada se traduz diretamente em melhores resultados. A executiva também destacou que a OpenAI ultrapassou a marca de 20 bilhões de dólares em receita anualizada em 2025, número que reforça o ritmo de crescimento da companhia.
A declaração foi feita no contexto do Fórum Econômico Mundial de Davos, onde o termo "capability overhang" ganhou destaque entre os participantes. O conceito se refere à diferença entre o que a inteligência artificial já consegue fazer e o valor que as organizações realmente conseguem extrair dessas ferramentas. Segundo Friar, existe um descompasso entre as capacidades atuais dos modelos de IA e a forma ainda superficial como a maioria das pessoas e empresas os utiliza, com ferramentas avançadas que permanecem pouco integradas aos fluxos de trabalho e à tomada de decisões.
Friar também comentou que os chamados usuários de fronteira consomem cerca de sete vezes mais inteligência artificial do que o usuário médio, usando os modelos de forma intensa em programação, pesquisa aprofundada e como parceiros de raciocínio. A executiva avalia que a experiência e a execução estão fechando esse descompasso mais rapidamente do que qualquer quantidade de discursos.
Além dos investimentos em infraestrutura, a OpenAI anunciou recentemente o lançamento do ChatGPT Health, uma experiência dedicada dentro do ChatGPT que permite conectar registros médicos e aplicativos de bem-estar, como Apple Health, Function e MyFitnessPal. A empresa afirmou que não usará dados pessoais de saúde para treinar seus modelos.
Dados da plataforma Ramp mostraram que os gastos empresariais com modelos da OpenAI atingiram um recorde em dezembro, ultrapassando concorrentes como Anthropic e Google.