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"Sem Disco, Sem Compra": Fãs Transformam Chat do State of Play em Palco de Revolta Contra o Fim da Mídia Física no PlayStation

04/09/2026
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Fãs insatisfeitos transformaram o chat ao vivo do State of Play, evento de transmissão da Sony realizado na quinta-feira (3), em um espaço de protesto contra o fim da mídia física no PlayStation. Ao abrir a caixa de mensagens da transmissão, os espectadores encontravam repetidas inscrições como "sem disco, sem compra" e "nós queremos Destiny 3", refletindo o descontentamento acumulado da comunidade com as decisões recentes da empresa japonesa.

A revolta não surgiu de forma isolada. Desde o anúncio do fim da produção de discos, feito em julho, os usuários têm cobrado a companhia em praticamente todas as publicações relacionadas ao PlayStation. Conforme divulgado, a partir de janeiro de 2028 tanto os jogos first-party, expressão que designa títulos produzidos por estúdios da própria Sony, quanto as obras de terceiros chegarão exclusivamente em formato digital, eliminando completamente a possibilidade de compra em mídia física.

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A medida é apontada como uma das duas maiores falhas da Sony perante seu público e provocou uma onda de críticas em um dos piores momentos vividos pela marca desde sua fundação, ocorrida em 1994. A situação se agrava pelo posicionamento adotado pela liderança da companhia, que pouco tem feito para acalmar os ânimos dos consumidores mais fiéis.

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Em uma reunião com investidores, a diretora financeira da Sony, Lin Tao, respondeu às questionamentos sobre o assunto com uma declaração direta: "entendemos os fãs, mas vamos em frente". A frase reforçou a percepção de que a decisão já está tomada e que a empresa não pretende recuar diante das manifestações contrárias ocorrendo nas redes sociais e nos canais oficiais da marca.

Outro ponto que irrita os jogadores envolve a discussão jurídica sobre a propriedade dos jogos digitais. A Sony foi à justiça para sustentar que o usuário não é dono dos títulos que adquire pela loja virtual. O embate teve origem em uma ação movida por quatro jogadores, que alegam que a companhia não deixa claro aos consumidores que eles estão comprando apenas licenças de uso dos games, e não os produtos em si. Para a comunidade, a posição da empresa em tribunal contradiz a ideia de compra defendida pelos fãs.

As críticas também alcançam os cortes e encerramentos de estúdios ligados ao PlayStation. Em fevereiro, a divisão anunciou o fechamento da Bluepoint Games, estúdio reconhecido pelo trabalho nos remakes de Demon's Souls e Shadow of the Colossus, dois clássicos revisitados com tecnologia moderna. A decisão foi recebida com frustração por quem acompanhava o talento da equipe desenvolvedora.

A situação com a Bungie alimentou ainda mais o descontentamento. Em maio, a desenvolvedora comunicou o encerramento do ciclo de atualizações de Destiny 2 e confirmou que não há planos para a produção de uma sequência, informação que explica parte dos pedidos por um terceiro capítulo durante o evento. Em junho, a Sony demitiu desenvolvedores do estúdio em decorrência de uma reestruturação interna, aprofundando a percepção de instabilidade em torno da franquia.

Mesmo cercado por protestos, o State of Play conseguiu apresentar novidades relevantes ao público. O evento trouxe atualizações sobre jogos já existentes e serviu de palco para o anúncio de uma parceria com a Rockstar Games, resultando na revelação de controles temáticos de GTA 6 voltados ao PlayStation 5, com preço e data de lançamento divulgados pela fabricante.

O quadro geral demonstra que a relação entre a Sony e sua comunidade atravessa um período delicado. Entre o fim da mídia física previsto para 2028, a controvérsia sobre licenças digitais, os fechamentos de estúdios e a ausência de um novo Destiny, os fãs encontraram no chat do State of Play uma vitrine para manifestar sua insatisfação, transformando o que deveria ser uma celebração de anúncios em um episódio marcado por pedidos de boicote e cobranças à diretoria da empresa.

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