Tim Cook deixa oficialmente o comando da Apple nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, encerrando um ciclo de 15 anos à frente da gigante de Cupertino. O executivo transfere o cargo de diretor executivo a John Ternus, dando início a uma nova fase na história da empresa. A mudança, no entanto, não pegou o mercado de surpresa, já que a decisão havia sido anunciada ainda em 20 de abril deste ano.
O desfecho da longa gestão foi marcado por um gesto pessoal: Cook publicou uma carta emocionada de despedida nesta segunda-feira, servindo como ponto final de uma transição que se arrastava desde o anúncio feito na primavera. O documento encerra formalmente a passagem do executivo pela principal função da companhia, período que consolidou seu nome entre as figuras mais influentes do setor de tecnologia.
Embora os 15 anos no posto máximo sejam o marco mais lembrado, a trajetória de sucesso de Cook dentro da Apple é consideravelmente mais antiga. Sua relação com a empresa começou bem antes de ele assumir a liderança, o que faz da sua saída o fim de um vínculo que atravessou décadas e distintas fases da corporação.
A chegada de Tim Cook à Apple ocorreu em março de 1998, período em que a empresa passava por uma ampla reestruturação. O executivo não veio de uma trajetória desconhecida: ele chegou como egresso da Compaq, onde ocupava o cargo de vice-presidente de materiais corporativos, função ligada à gestão dos componentes e insumos necessários à produção em larga escala.
Foi justamente esse perfil que motivou sua contratação pela então liderança da companhia. À época, a empresa buscava um especialista capaz de melhorar a eficiência das suas operações em larga escala, um desafio central para uma fabricante que precisava reorganizar seus processos internos. A experiência acumulada na Compaq foi o diferencial que aproximou o executivo da reestruturação em curso na organização.
Com a partida de Cook, a Apple encerra uma era que começou muito antes de sua passagem pelo cargo máximo. Herdando uma empresa reestruturada desde os anos finais da década de 1990, o executivo deixa o comando para John Ternus, que agora assume a responsabilidade de conduzir os rumos de uma das mais valiosas corporações de tecnologia do mundo.
A transição concluída nesta data representa o fechamento de um ciclo que uniu a chegada de um especialista em operações, em 1998, e a saída de um líder que dirigiu a empresa por 15 anos. Resta agora ao mercado acompanhar os primeiros passos da nova gestão sob o comando de Ternus.