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XP entra na disputa corporativa: lança cartão sem anuidade e maquininha para PMEs

23/07/2026
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XP entra no mercado de pagamentos com cartão corporativo e maquininha para pequenas e médias empresas

A XP ampliou seu portfólio de serviços para empresas e passa a oferecer um cartão de crédito corporativo e uma maquininha de pagamentos, aiming no atendimento de pequenas e médias empresas com receita de até R$ 500 milhões. Os novos produtos foram apresentados a jornalistas durante um almoço no escritório da instituição na Faria Lima, em São Paulo, e terão lançamento oficial durante o evento Expert, realizado entre os dias 23 e 25 de outubro também na capital paulista. Microempreendedores individuais não fazem parte do público-alvo da estratégia.

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De acordo com Phillipe Pellegrino, responsável pela área de XP Empresas, os novos produtos representam uma demanda recorrente dos clientes e uma evolução natural da oferta da companhia. A instituição tradicionalmente reconhecida pelo segmento de investimentos dá agora um passo decisivo em direção a serviços mais transacionais, com perspectiva de futuramente avançar também para a concessão de crédito. A conta digital corporativa da XP foi lançada em 2024 e já conta com 100 mil clientes ativos.

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Pellegrino preferiu não estabelecer metas de crescimento ou projeções de expansão da base de clientes com as novas iniciativas. A prioridade imediata será atender a base atual de empresas já vinculadas à XP. A estratégia de captação de novos clientes, no entanto, se apoiará em diferenciais como o atendimento prestado pelas 20 assessorias de investimento da rede da XP, a plataforma de investimentos da casa e os serviços de câmbio oferecidos pela instituição.

O segmento de pequenas e médias empresas é altamente concorrido no mercado brasileiro. Instituições como Inter e C6 disputam espaço nesse nicho, enquanto o Itaú anunciou em julho do ano passado a criação do Emps, uma conta digital gratuita voltada ao público corporativo. O Nubank, que com a aquisição do Porto Real poderá manter sua condição de banco, também oferece conta para pessoa jurídica. No segmento das fintechs, empresas como Conta Simples, Cora, Clara e Stark Bank atuam fortemente nesse mercado.

O apetite pelo setor também atraiu players de mercados adjacentes. Plataformas como Asaas e ContaAzul incorporaram serviços financeiros aos seus sistemas de gestão, ampliando a disputa por clientes corporativos. Marcela Pinori, vice-presidente de soluções comerciais da Visa, destacou que apenas 8% das despesas das empresas brasileiras são pagas em cartão de crédito. No cenário global, esse número é ainda menor, ficando em torno de 2%.

A executiva também ressaltou que um cliente corporativo é significativamente mais rentável, podendo gerar uma receita até 11 vezes superior à de uma pessoa física, equivalente a aproximadamente US$ 17 mil. No segmento de adquirência — a área responsável pelo processamento de transações eletrônicas por meio de maquininhas e pela liquidação entre consumidores, estabelecimentos e instituições financeiras —, o mercado endereçável no Brasil movimenta cerca de R$ 4 trilhões em volume total de pagamentos.

O cartão de crédito corporativo da XP traz bandeira Visa na modalidade Infinite, sem cobrança de anuidade. Entre os benefícios estão acesso a salas VIP, serviço de concierge, seguro para viagens e um programa chamado Investback, que devolve 1,2% do valor das compras em forma de investimento. Cada empresa pode emitir até seis cartões adicionais. O limite inicial será concedido na modalidade clean, ou seja, sem exigência de garantias, mediante análise do perfil do cliente, com vantagem para quem já possui relacionamento com a XP na pessoa física.

O aumento do limite de crédito poderá ser obtido por meio de investimentos realizados na plataforma da própria XP. O cartão está em fase de testes com seis parceiros — dois escritórios de agentes autônomos da rede da XP e quatro clientes —, e a expectativa é que chegue ao mercado em agosto.

A maquininha de pagamentos será lançada em parceria com a Fiserv, utilizando a plataforma Clover, que combina equipamentos de captura de transações com ferramentas de software para gestão de vendas. Além da maquininha tradicional, a Fiserv disponibiliza equipamentos como um quiosque de atendimento e um terminal fixo com tela sensível ao toque, todos produzidos em Betim, em Minas Gerais. A maquininha estará disponível a partir de setembro, e as taxas cobradas dos clientes ainda estão sendo definidas, segundo Felipe França, gerente de produtos da XP Empresas.

Ciro Moreira, responsável pela área de cartões da XP, indicou que em um momento futuro a instituição pode buscar construir sua própria estrutura de adquirência. Segundo apurações, a XP chegou a negociar a compra da fintech Justa, especializada em adquirência, mas perdeu a disputa para o BTG, que anunciou a aquisição em julho e apresentou sua maquininha ao mercado em outubro. Com os novos produtos, a XP consolida sua estratégia de transformar sua relação com empresas em um ecossistema mais amplo, conectando investimentos, pagamentos e serviços financeiros em uma única plataforma.

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