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Inteligência Artificial no Poder: 41% das Publicações Longas no LinkedIn São Geradas por Máquinas

14/07/2026
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LinkedIn tem 41% das publicações longas geradas por inteligência artificial, aponta estudo

Um levantamento da empresa Pangram revelou que 41% das publicações com mais de 250 palavras no LinkedIn são integralmente produzidas por inteligência artificial generativa, ou seja, tecnologias capazes de criar textos a partir de comandos do usuário. O índice coloca a rede profissional no topo do ranking de plataformas com maior proporção de conteúdo automatizado entre as redes sociais avaliadas pela pesquisa, à frente de X, Reddit, Substack e Medium.

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A Pangram é uma desenvolvedora de uma extensão para o navegador Chrome que se propõe a identificar quais publicações foram escritas por humanos e quais foram geradas por inteligência artificial, aplicando etiquetas aos posts em diferentes redes sociais. O estudo foi divulgado na quinta-feira, 9 de julho, e analisou mais de um milhão de publicações nas plataformas. Do total de conteúdos detectados como produzidos por IA pela ferramenta da Pangram, dois terços estavam no LinkedIn.

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Os números mostram que o problema não se restringe aos textos longos. Entre as publicações com 50 a 250 palavras, a fatia totalmente gerada por inteligência artificial chega a 30% no LinkedIn. A situação se repete nos comentários: 23,7% das respostas publicadas na rede são criadas por robôs conversacionais, como são chamados os chatbots e sistemas automatizados capazes de manter diálogos.

A própria plataforma reconhece parte do cenário. O LinkedIn admitiu que a quantidade de "AI slop", expressão usada para descrever conteúdos vazios e genéricos produzidos por inteligência artificial, ultrapassou o que considera aceitável. A empresa prometeu reduzir o alcance de textos sem substância, publicações repetitivas e comentários automatizados dentro da rede. Curiosamente, a plataforma também estimula o uso da tecnologia em sua própria interface, com um botão nativo que utiliza inteligência artificial para sugerir melhorias na redação dos posts.

Quando o recorte muda para o X, antigo Twitter, o cenário também preocupa, embora os números sejam diferentes. A rede de Elon Musk registra 24,1% de publicações totalmente geradas por IA, mas chama a atenção a forte presença de conteúdos mistos, escritos em parceria entre humanos e robôs, que somam 23,2%. Considerando apenas o conteúdo exclusivamente humano, o X aparece com a menor proporção entre as plataformas analisadas, com 52,7% dos posts, atrás dos 55,2% do LinkedIn.

No extremo oposto da pesquisa está o Reddit. A plataforma de comunidades apresenta 13% de publicações com mais de 250 palavras escritas exclusivamente por inteligência artificial. Entre os textos de 50 a 250 palavras, a taxa cai para 3%. O dado mais expressivo, porém, está nas respostas: apenas 1,7% dos comentários nas publicações do Reddit são gerados por IA, o que indica uma dinâmica de interação predominantemente humana na plataforma.

O contraste entre as redes evidencia como o uso da inteligência artificial generativa varia de acordo com a proposta de cada ambiente. No LinkedIn, voltado ao networking profissional e à construção de imagem de carreira, a adoção massiva da ferramenta levanta questões sobre autenticidade e valor das publicações, já que muitos usuários compartilham conquistas, artigos e reflexões que podem não ter sido realmente produzidos por eles. O X, com sua dinâmica de microblogging e debates rápidos, apresenta um modelo híbrido em que a colaboração entre humanos e máquinas parece mais comum.

O Reddit, por outro lado, preserva uma característica mais orgânica nas conversas, com comunidades que mantêm a tradição de interação direta entre os participantes. Ainda assim, o fato de a ferramenta da Pangram já detectar índices significativos de conteúdo automatizado em todas as plataformas avaliadas sugere que o fenômeno do "AI slop" tende a crescer. A promessa do LinkedIn de reduzir a visibilidade desse tipo de material será acompanhada de perto por usuários e pesquisadores que acompanham os impactos da inteligência artificial generativa nas redes sociais e na qualidade das informações compartilhadas online.

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