Falta apenas uma semana para um impressionante eclipse lunar total, que promete encantar bilhões de observadores nas Américas, Ásia e Oceania. Nesse evento, conhecido popularmente como “Lua de Sangue”, a sombra da Terra cobrirá completamente o satélite natural, dando a ele uma característica tonalidade avermelhada. O fenômeno destaca-se não só pela beleza, mas também pela duração da fase total – cerca de 58 minutos – e pela extensa área de visibilidade ao redor do globo. Para uma observação ideal, no entanto, condições climáticas claras serão fundamentais nos locais privilegiados.
Os eclipses lunares acontecem quando a Terra se posiciona precisamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite e tornando-o temporariamente escuro e invisível no céu por alguns minutos. Existem três variações principais: o total, em que a Lua é inteiramente encoberta; o parcial, afetando apenas uma parte dela; e o penumbral, quando a sombra é mais sutil, deixando a Lua com um tom acinzentado e pouco perceptível.
De acordo com cálculos precisos, o eclipse ocorrerá na próxima terça-feira, dia 3, iniciando às 5h44 e se estendendo até 11h23 no horário de Brasília. A visibilidade varia bastante dependendo da localização geográfica. No Brasil, infelizmente, não teremos a fase total. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, será possível flagrar os primeiros 10 minutos da fase parcial logo antes do amanhecer, com a sombra da Terra começando a invadir a Lua. Já no Sul, Sudeste e Nordeste, o efeito será predominantemente penumbral, quase imperceptível aos olhos comuns. Vale destacar que o próximo eclipse lunar total só virá em 2028, o que torna este momento ainda mais especial para os entusiastas da astronomia.
A melhor experiência estará reservada para as regiões mais orientais da Ásia, o leste da Austrália, a Nova Zelândia, partes do Oceano Pacífico e o oeste da América do Norte. Nesses pontos, a Lua assumirá sua cor vermelha vibrante durante a totalidade, retornando gradualmente ao normal. Na Nova Zelândia, por exemplo, o pico da fase total acontecerá após a meia-noite, já no dia 4 pelo horário local. Em áreas do leste da Ásia e do oeste e centro da Austrália, o eclipse iniciará antes mesmo do nascer da Lua, permitindo que os observadores vejam o satélite surgir no horizonte já parcialmente eclipsado, com a coloração avermelhada se destacando na fase total.
No leste da América do Norte e no extremo oeste da América do Sul, o fenômeno se encerra após o pôr da Lua, o que significa que ela aparecerá baixa no horizonte, com a fase final limitada pela proximidade do solo. Regiões como a Ásia Central, o leste da América do Sul e áreas adjacentes oferecerão apenas vislumbres parciais ou um leve escurecimento. Já na Europa, África e na maior parte do Oriente Médio, a Lua permanecerá abaixo do horizonte durante todo o evento, impossibilitando qualquer observação.
Esse eclipse reforça o fascínio eterno pelos alinhamentos celestes, recordando eventos recentes como o de 7 de setembro de 2025, capturado em imagens impressionantes de Atenas, na Grécia, onde a “Lua de Sangue” brilhou em toda sua intensidade. Prepare seus binóculos ou câmeras e confira o céu na data marcada – um espetáculo imperdível para quem puder acompanhar!