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Starlink x Ryanair: Musk e O'Leary trocam farpas públicas em disputa por internet em aviões

18/01/2026
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Elon Musk, acionista controlador da Starlink, e Michael O’Leary, CEO da Ryanair, se envolveram em uma troca pública de críticas que começou como um debate técnico e rapidamente escalou para farpas nas redes sociais. O motivo foi a possibilidade de adoção do serviço de internet via satélite Starlink, da SpaceX, na frota da maior companhia aérea de baixo custo da Europa.

Na quarta-feira (14/01), O’Leary afirmou que nunca considerou seriamente instalar o sistema da Starlink em todas as aeronaves da Ryanair. Segundo o executivo, o peso das antenas e o aumento do arrasto elevariam o consumo de combustível, impactando os custos operacionais. Perguntado sobre a relevância da internet a bordo para o modelo low cost, O’Leary foi taxativo: passageiros que priorizam tarifas baixas não exigem, em sua avaliação, conexão rápida em voos curtos. Em entrevista à rádio irlandesa Newstalk, ele também disse que Musk “não sabe nada sobre voos e arrasto” e estimou que a adoção do Starlink poderia custar até US$ 250 milhões por ano à Ryanair — aproximadamente R$ 1,34 bilhão em conversão direta. “Eu não daria atenção alguma a Elon Musk”, afirmou O’Leary. “Ele é um idiota, muito rico, mas continua sendo um idiota”.

A declaração gerou resposta rápida de Musk. Na sua plataforma X, o bilionário classificou O’Leary como “mal informado” e alertou que a Ryanair poderia perder passageiros para concorrentes que oferecessem internet via satélite. Na sexta-feira (16), Musk respondeu novamente, chamando o CEO da Ryanair de “idiota absoluto” e dizendo que ele deveria perder o cargo. A companhia não comentou oficialmente o episódio.

O embate colocou frente a frente dois líderes conhecidos por estilos combativos e por transformar os setores em que atuam. O’Leary, à frente da Ryanair por mais de três décadas, conduziu a empresa de uma pequena companhia regional ao posto de maior aérea de baixo custo da Europa, mudando padrões de preços, serviços e rotas no continente. Musk, por sua vez, ganhou notoriedade ao desafiar indústrias consolidadas: além de comandar a SpaceX, que reconfigurou o mercado de lançamentos espaciais, ele também lidera a Tesla, referência global em veículos elétricos.

Apesar da diferença de fortuna entre os dois, O’Leary também colhe benefícios financeiros de sua gestão: ele pode receber, em 2028, um bônus de até 100 milhões de euros — cerca de R$ 625 milhões na conversão direta — caso atinja metas estabelecidas pela companhia. A troca de insultos evidencia que, mesmo entre executivos acostumados a decisões bilionárias, debates técnicos sobre equipamentos e custos podem facilmente se transformar em disputas públicas.

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