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Golpe do IPVA: Cuidado com sites falsos que imitam o Detran e prometem descontos irreais!

16/01/2026
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Golpe mira pagamento do IPVA com sites que imitam portais oficiais e prometem descontos inexistentes

Uma campanha de fraude digital está usando páginas que reproduzem com fidelidade os portais oficiais do governo para enganar contribuintes e roubar o pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Segundo investigação da empresa de cibersegurança Kaspersky, o esquema tem como alvo motoristas de cinco estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, e já resultou na identificação de pelo menos 13 sites fraudulentos só neste mês.

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Os criminosos divulgam os endereços falsos por meio de anúncios pagos em sites de busca, investindo em tráfego patrocinado para que os links apareçam no topo dos resultados quando o usuário pesquisa termos como “pagamento IPVA” ou “desconto IPVA”. As páginas copiadas reproduzem o visual de Detrans e secretarias da fazenda, o que confere aparência de legitimidade ao golpe.

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Tecnicamente bem executado, o site falso solicita que o usuário informe o número do Renavam ou a placa do veículo. Em seguida, o sistema exibe características reais do automóvel — modelo, ano de fabricação, cor — informações que, segundo a apuração, são obtidas por cruzamento com bancos de dados vazados ou públicos. Essa validação é usada para convencer a vítima de que está em um ambiente oficial antes de apresentarem uma “oferta” de abatimento no imposto.

A única opção de pagamento disponível nessas páginas costuma ser via Pix, normalmente por meio de um QR Code. A Kaspersky alerta que, ao receber transferências instantâneas, golpistas fazem o dinheiro cair em contas de laranjas em bancos digitais e rapidamente pulverizam os valores, dificultando o rastreamento e tornando estornos ou recuperação do montante praticamente inviáveis para as autoridades e instituições financeiras.

Especialistas indicam que a principal porta de entrada para esse tipo de golpe é a desatenção do usuário ao endereço do site. Os domínios falsos frequentemente misturam termos oficiais com palavras genéricas — por exemplo, usando terminações comerciais como “pagamento-ipva-detran-rj.com” em vez do domínio institucional, que termina em “.rj.gov.br”. Esse detalhe, muitas vezes negligenciado, é um sinal claro de fraude.

Para reduzir o risco de cair em golpes similares, recomenda-se atenção a alguns pontos básicos: confirmar sempre se o site termina em gov.br; desconfiar de páginas com terminações comerciais (.com, .net) quando se trata de serviços públicos; verificar quem receberá o pagamento — tributos estaduais devem destinar-se ao Governo do Estado ou à Secretaria da Fazenda, jamais a uma pessoa física ou a uma empresa desconhecida (LTDA); e evitar clicar em links recebidos por SMS ou e-mail, preferindo digitar o endereço do órgão oficial diretamente no navegador.

A circulação desses golpes também coloca em debate a responsabilidade de plataformas digitais e mecanismos de busca, já que a inação de empresas como Meta e Google em relação a fraudes financeiras tem sido alvo de críticas. Na União Europeia, por exemplo, redes sociais passarão a responder por fraudes caso não adotem medidas após denúncias, uma medida citada como exemplo de maior pressão regulatória sobre plataformas que hospedam conteúdos e anúncios fraudulentos.

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