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**SETI 2.0: O Telescópio Gigante da China Busca os Sussurros da Humanidade em 100 Alvos Cósmicos Promissores**

16/01/2026
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Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), estão examinando os 100 sinais remanescentes mais promissores detectados pelo projeto SETI@home. O esforço atual usa o radiotelescópio gigante FAST, na China, na tentativa de reencontrar transmissões de rádio que poderiam ter origem em civilizações inteligentes fora da Terra.

Durante 21 anos, milhões de voluntários cederam o poder de processamento de seus computadores domésticos para vasculhar dados cósmicos. Esse trabalho colaborativo gerou um catálogo com 12 bilhões de detecções, agora submetido a um filtro rigoroso para separar ruídos terrestres e interferências de possíveis sinais de origem extraterrestre.

Grande parte dos registros iniciais eram apenas “estalos” momentâneos de energia ou interferência de rádio (RFI) proveniente de satélites, transmissões de TV e até de fornos de micro-ondas. O desafio da equipe foi processar essa enorme massa de informação, que foi originalmente coletada pelo antigo observatório de Arecibo, em Porto Rico.

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Para isolar padrões relevantes, pesquisadores empregaram supercomputadores na Alemanha para rodar análises de Fourier — técnica que divide o espectro em pequenas faixas de frequência para identificar estruturas repetitivas. Esse processo tecnológico reduziu as bilhões de detecções iniciais para cerca de um milhão de candidatas, das quais aproximadamente mil exigiram revisão humana detalhada.

Desde julho de 2025, o telescópio FAST, cuja área de coleta é oito vezes maior que a de Arecibo, vem sendo apontado para as coordenadas desses últimos 100 alvos. Cada ponto é monitorado por cerca de 15 minutos para verificar se o sinal se repete; a repetição ajudaria a excluir hipóteses de falhas aleatórias ou ruídos passageiros.

Embora as probabilidades de encontrar transmissões de origem extraterrestre sejam baixas, o projeto deixa um legado notável de ciência cidadã. O SETI@home não só elevou o patamar de sensibilidade nas buscas por sinais no espaço, como também demonstrou que a soma de computadores domésticos pode superar a capacidade dos maiores supercomputadores do mundo.

Os resultados gerais do projeto foram apresentados em dois artigos publicados no The Astronomical Journal, em 2025: um dedicado à análise de dados e descobertas; e outro focado na aquisição e no processamento das informações. A reportagem utilizou informações da Universidade da Califórnia.

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