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**Rastro de Luz Azulada Incendeia Céus dos EUA: SpaceX Dragon Retorna à Terra em Espetáculo Inesquecível**

15/01/2026
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Um espetáculo luminoso riscou os céus do Oeste dos Estados Unidos na madrugada desta quinta-feira (15), provocado pela reentrada da cápsula Dragon da SpaceX. O fenômeno, que se assemelhou a um meteoro brilhante, foi amplamente registrado por moradores — vídeos nas redes sociais mostram um intenso rastro de luz azulada e esverdeada cruzando a escuridão. Trata‑se, porém, de um efeito físico natural ligado ao retorno da espaçonave à Terra.

O episódio aconteceu durante o retorno da missão Crew‑11, que havia se desacoplado da Estação Espacial Internacional (ISS) naquela noite para um pouso planejado no Oceano Pacífico. Segundo o meteorologista Rob Mayeda, em entrevista à NBC News, o brilho é consequência das condições extremas da reentrada: “A espaçonave viaja a mais de 8 quilômetros por segundo. À medida que atravessa a atmosfera, comprime violentamente o ar à sua frente, aquecendo‑o a temperaturas extremas”. Essa compressão ioniza o ar, transformando‑o em plasma — um estado da matéria que emite a luz intensa observada do solo.

A SpaceX confirmou que a cápsula Crew Dragon Endeavour, com os quatro astronautas da Crew‑11 a bordo, amerissou com segurança nas águas do Pacífico pouco depois do fenômeno ter sido avistado. Equipes de resgate se aproximaram da cápsula logo após o pouso, que ocorreu por volta das 5h40 (horário de Brasília) na costa da Califórnia.

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O desacoplamento da cápsula aconteceu às 19h20 de quarta‑feira (14), cerca de 1h30 após o fechamento da escotilha. A comandante da missão foi a pesquisadora da NASA Zena Cardman, com o veterano Mike Fincke atuando como piloto. Os outros dois tripulantes — o japonês Kimiya Yui e o cosmonauta Oleg Platonov — serviram como especialistas de missão.

O retorno antecipado se deveu a uma questão de saúde: a NASA informou que um dos astronautas apresentou sintomas que não puderam ser tratados adequadamente a bordo da ISS. Em conformidade com os protocolos, a agência não divulgou a identidade do tripulante, apenas informou que ele está estável após a avaliação médica inicial realizada após a reentrada.

A sequência — um rastro luminoso no céu seguido de uma amerissagem segura e de cuidados médicos — lembrou de forma visível e dramática o fluxo contínuo de voos entre a Terra e a órbita baixa. A Estação Espacial Internacional opera com tripulações ininterruptas desde novembro de 2000; este episódio marca o primeiro retorno antecipado por motivo de saúde e põe à prova os protocolos de emergência médica para voos espaciais de longa duração.

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