PUBLICIDADE

O Pesadelo dos Estúdios: Como Grandes Orçamentos e Expectativas Gigantes Estão Gerando Fracassos Catastróficos no Cinema

12/10/2026
11 visualizações
5 min de leitura
Digger, novo filme de Tom Cruise, arrecadou apenas US$ 20 milhões no mundo contra um orçamento de US$ 180 milhões e virou um dos maiores fracassos da Warner Bros.
Imagem principal do post

Digger, o novo filme de Tom Cruise dirigido por Alejandro González Iñárritu, tornou-se um dos maiores fracassos da Warner Bros. Pictures, com apenas US$ 8 milhões arrecadados no mercado doméstico em sua abertura e cerca de US$ 20 milhões somados ao redor do mundo. O número é considerado catastrófico para uma produção cujo orçamento é estimado em até US$ 180 milhões. O caso ilustra bem um fenômeno recorrente no cinema: produções que capricham na divulgação e geram grande expectativa, mas não conseguem converter esse interesse em bilheteria quando chegam às salas.

O próprio Digger é o exemplo mais recente e contundente dessa lista. O longa prometia uma sátira política na qual Cruise interpreta um bilionário cuja empresa provoca um desastre ambiental catastrófico, e que passa a vender a imagem de ser o único capaz de salvar o mundo. A divisão de opiniões da crítica e o desempenho comercial pífio transformaram o que parecia ser a chance de Cruise brilhar fora do cinema de ação em um pesadelo para o estúdio, marcando um dos lançamentos mais desastrosos do ano. O filme ainda está em cartaz nos cinemas.

O ano de 2026 também foi cruel com a Warner em outra frente. Supergirl, estrelado por Milly Alcock e integrante do novo universo da DC nos cinemas, fracassou em sua chegada às telonas em junho. A produção conta a história de origem de Kara Zor-El, uma jovem poderosa que se envolve em uma busca por vingança contra o mercenário Krem, interpretado por Matthias Schoenaerts, em uma viagem interestelar transformadora. A expectativa era alta depois do sucesso de Superman, lançado em 2025, mas o resultado ficou muito distante do antecessor.

Imagem complementar

Com críticas negativas, Supergirl arrecadou apenas US$ 126 milhões em bilheteria mundial, com uma abertura que nem sequer chegou aos US$ 70 milhões. O valor não cobre o orçamento aproximado de US$ 180 milhões da produção, que já está disponível na HBO Max para quem quiser conferir o resultado.

Outro caso emblemático é Mickey 17, lançado em 2025 como o retorno do diretor Bong Joon-ho depois do histórico Parasita, de 2019. O filme prometia uma ficção científica engraçada e repleta de críticas sociais, com Robert Pattinson, Mark Ruffalo e Toni Collette no elenco. Justamente a mistura entre sátira e ficção científica, porém, afastou o grande público das salas. A estreia rendeu apenas US$ 19 milhões nos Estados Unidos, e a bilheteria mundial fechou em cerca de US$ 133 milhões, insuficiente para gerar lucro diante de um orçamento de quase US$ 120 milhões.

PUBLICIDADE

Inspirado no livro homônimo de Edward Ashton, Mickey 17 acompanha Mickey Barnes, um homem que se alista em um programa do governo para colonizar um novo planeta. O trabalho consiste em ser um funcionário descartável que realiza missões suicidas, sendo ressuscitado em um novo corpo a cada morte, com a maioria das memórias intactas. O esquema, porém, se volta contra o protagonista, provocando situações inusitadas. O longa pode ser assistido na HBO Max e na Netflix.

A nostalgia também já se mostrou incapaz de garantir sucesso de bilheteria. Indiana Jones e a Relíquia do Destino, de 2023, marcou o retorno de Harrison Ford como o arqueólogo mais famoso dos cinemas, em uma franquia iniciada por Steven Spielberg nos anos 1980. Embora tenha conquistado uma parcela do público, o filme dirigido por James Mangold fez uma abertura de US$ 60,4 milhões no mercado doméstico, abaixo do esperado para uma produção desse porte. Com orçamento estimado em US$ 300 milhões, a bilheteria total de US$ 384 milhões transformou o longa em um dos maiores fracassos da Disney nos últimos anos. Na trama, o protagonista corre contra o tempo para recuperar um artefato poderoso, ao lado da afilhada Helena Shaw, vivida por Phoebe Waller-Bridge, para impedir que um ex-nazista ligado à NASA chegue primeiro ao objeto. O título está disponível no Disney+.

Poucos fracassos, porém, rivalizam com John Carter: Entre Dois Mundos, de 2012. Dirigido por Andrew Stanton, o filme prometia uma produção grandiosa sobre um veterano de guerra que acorda misteriosamente na superfície de Marte e se envolve em um conflito épico pelo destino do planeta. A abertura decepcionante de US$ 30 milhões e a bilheteria mundial de US$ 284 milhões ficaram muito aquém do orçamento superior a US$ 300 milhões. O fracasso estrelado por Taylor Kitsch causou prejuízos enormes à Disney, que cancelou os planos de uma trilogia diante do resultado. O filme também está no Disney+.

Fechando a lista, Cats chegou aos cinemas em 2019 com um controverso uso de efeitos visuais e críticas amplamente negativas. Dirigido por Tom Hooper, o filme adaptava o icônico musical de Andrew Lloyd Webber e apostava em um elenco de estrelas como Judi Dench, Idris Elba e a cantora Taylor Swift. A história acompanha uma tribo de gatos chamada Jellicles, que se reúne anualmente para escolher o felino que ascenderá ao Heaviside Layer, um lugar que promete uma vida melhor, enquanto um gato ardiloso tenta atrapalhar os planos. Com abertura de apenas US$ 6,6 milhões nos Estados Unidos e bilheteria mundial de US$ 78 milhões contra um orçamento de cerca de US$ 100 milhões, o longa entrou para o hall dos filmes mais infames da história do cinema. O título está disponível para compra ou aluguel no Prime Video, Apple TV, Google Play e Claro Video.

Na prática, esses seis casos mostram que expectativa e marketing não bastam para sustentar um filme nas salas de cinema. Seja por narrativa irregular, performances questionáveis ou escolhas criativas que não dialogam com o grande público, produções caras continuam a acumular prejuízos milionários, forçando estúdios a abandonar sequências, trilogias e projetos planejados quando a bilheteria simplesmente não aparece.

PUBLICIDADE
Este post foi útil para você?

Leitura recomendada

💬 Comentários

Nenhum comentário ainda. Conte o que achou, tire uma dúvida ou discorde. Seja o primeiro!

Deixe seu comentário
O e-mail não aparece. Serve só para avisar quando responderem você.
Os comentários passam por aprovação antes de aparecer. Crie uma conta de leitor e, depois do primeiro aprovado, os próximos saem na hora.
Apoie o ConexãoTC

O ConexãoTC é independente e gratuito. Se as notícias fazem parte do seu dia, contribua com qualquer valor pelo PIX e ajude a manter o blog no ar.

QR code PIX para apoiar o ConexãoTC
Aponte a câmera do app do banco
Favorecido: Jean Dgardany C. Lima, editor do ConexãoTC
🗳️ O que você quer ler aqui?

Marque os assuntos que te interessam. Os mais pedidos viram os próximos artigos.

Leitores cadastrados têm as sugestões atendidas primeiro e recebem um aviso quando o artigo sai.
Fique por dentro

Os destaques do dia no seu e-mail, todo dia às 8h.

PUBLICIDADE