Bybit nomeia Bruno Lopes para comandar a operação no Brasil
A corretora de criptomoedas Bybit anunciou Bruno Lopes como novo responsável pelas suas operações no Brasil, cargo conhecido no mercado como Country Manager e equivalente ao de diretor-geral de um país. A decisão de formalizar a presença da companhia no território nacional faz parte da estratégia global da empresa e serve de preparação para que a Bybit expanda sua atuação em serviços financeiros que vão além da negociação de criptoativos, atividade tradicional de uma exchange, plataforma onde investidores compram e vendem moedas digitais.
Lopes chega ao posto com mais de 15 anos de atuação em desenvolvimento de negócios, estratégia comercial, parcerias e desenvolvimento de produtos voltados ao mercado brasileiro, acumulados nos setores de criptomoedas, fintechs e tecnologia. O executivo tem passagens pela Rappi, pelo Ebanx e pela Binance. Na formação acadêmica, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade de São Paulo (USP) e possui MBA em negócios e tecnologia pelo IE Business School.
A aposta no país se explica por três fatores destacados pela própria companhia. O Brasil é visto como um mercado estratégico pela elevada adoção de criptoativos pela população, pela maturidade da infraestrutura financeira digital e pelo potencial de expansão de serviços baseados em blockchain, a tecnologia de registro distribuído que sustenta as moedas digitais. A Bybit oferece serviços voltados aos brasileiros desde 2022 e, entre as ações locais, é parceira exclusiva de pagamentos do Tomorrowland Brasil no período de 2025 a 2027 e disponibiliza o Bybit Card, cartão com bandeira Mastercard.
Em nota, o novo diretor-geral reforçou o momento vivido pela companhia. "A regulação é uma definição estratégica global da Bybit. Queremos ir além de ser uma exchange e crescer em serviços, e o Brasil é um dos mercados mais importantes desse plano. Aqui, o investidor negocia com a mesma profundidade de mercado que outros usuários têm em qualquer lugar do mundo", declarou Lopes. A fala indica que a empresa enxerga no ambiente regulatório brasileiro uma oportunidade para ampliar seu portfólio, e não apenas um obstativo a ser administrado.
Para conduzir a operação local, a Bybit montou uma equipe com experiência em mercado financeiro tradicional, direito, gestão de riscos e setor de criptoativos. Raphael Souza, conselheiro jurídico principal e executivo sênior da companhia, está à frente da agenda jurídica e regulatória no país. Sua trajetória combina trabalho em escritórios de advocacia, como o Lefosse Advogados, com atuação interna no mercado de criptomoedas. Souza também é mestrando em Direito de Negócios pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Na área de conformidade, função dedicada a garantir que a empresa cumpra leis e normas regulatórias, o cargo de diretor é ocupado por Laércio de Morais. Ele tem trajetória em direito societário, mercado de capitais e regulação financeira, com foco na prevenção à lavagem de dinheiro e na integração entre criptoativos e o sistema financeiro tradicional. Antes de chegar à Bybit, Morais foi advogado no departamento de autorregulação da B3, a bolsa de valores brasileira.
Guilherme Fais completa a liderança local responsável pela área de Finanças da Bybit em toda a América Latina. O profissional tem quase duas décadas de experiência em finanças, contabilidade, controladoria e auditoria, incluindo cerca de sete anos no Mercado Bitcoin, onde participou da estruturação das áreas financeira e contábil da companhia. O desenho da equipe mostra que a corretora buscou unir conhecimento do universo cripto a expertise típica do mercado financeiro tradicional.
Na prática, o anúncio representa um passo de consolidação da Bybit no Brasil. Ao nomear um diretor-geral com vivência em fintechs e criptomoedas, cercado por especialistas em regulação, conformidade e finanças, a empresa sinaliza que pretende firmar raízes definitivas no país e crescer em serviços financeiros para além da corretagem de ativos digitais, um movimento que acompanha a maturação regulatória do setor cripto brasileiro.