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Pesquisa revela que 86% dos brasileiros apoiam IA na segurança pública

19/09/2026
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Uma pesquisa realizada pela Quaest em conjunto com a Pax indica que 86% dos brasileiros apoiam o uso de inteligência artificial no combate à violência urbana, demonstrando uma demanda popular expressiva pela inclusão de ferramentas tecnológicas na área. O levantamento recém-divulgado ouviu 2.004 pessoas com idade igual ou superior a 16 anos em território nacional, ocorrendo entre os dias 12 e 15 de setembro, sob uma margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

O estudo aponta um cenário de alta preocupação com a criminalidade no país, visto que 70% dos entrevistados avaliam que os índices de violência cresceram significativamente nos últimos dois anos. Entre as prioridades apontadas pela população, a criminalidade surge como o principal desafio nacional para 28% dos cidadãos, superando temas como a corrupção.

Diante desse contexto, o endosso à tecnologia transcende divisões partidárias tradicionais. Cerca de 91% dos participantes declaram que os postulantes aos governos estaduais devem incorporar recursos tecnológicos nos planos oficiais de segurança, taxa que registra adesão igual ou superior a 80% tanto entre eleitores alinhados ao atual governo quanto entre a base oposicionista.

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Entre as tecnologias avaliadas pelo estudo, o uso de câmeras inteligentes direcionadas à localização de pessoas desaparecidas lidera o índice de aceitação da sociedade, alcançando 97% de aprovação. Em seguida, aparecem os sistemas de identificação veicular conectados à busca de foragidos da Justiça e à fiscalização de infrações, com 96% de concordância.

O reconhecimento facial instalado em locais de grande circulação de pessoas, como arenas esportivas e centros comerciais, registra 91% de preferência. As iniciativas voltadas ao patrulhamento de fronteiras e ao combate sistemático a organizações criminosas completam a lista com 90% de apoio cada uma.

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Quando questionados sobre quais frentes apresentam maior efetividade na redução dos delitos, os entrevistados destacam o investimento socioeconômico em educação e oportunidades, a adoção de sistemas de monitoramento por vídeo integrados ao trabalho policial e o endurecimento das penas previstas em lei.

O levantamento também mapeou os principais receios e críticas relacionados à incorporação de soluções digitais na atividade policial. As falhas potenciais na identificação correta de indivíduos lideram as preocupações dos opositores ao modelo, aparecendo em 16% das menções contrárias.

O ceticismo em relação à eficiência real dos sistemas automatizados atinge 15% das respostas nesse segmento. Por sua vez, o receio quanto à violação de privacidade e ao tratamento de dados pessoais é citado por 12% dos entrevistados que manifestam reticências.

Em termos de avaliação institucional, as corporações policiais mantêm índices de aprovação superiores aos registrados pelos governos estaduais e federais. A Polícia Federal, a Polícia Militar e a Polícia Civil obtêm melhor desempenho em investigações e cumprimento de mandados.

Por outro lado, os cidadãos apontam fragilidades operacionais no combate direto às facções criminosas, na velocidade dos atendimentos emergenciais e nas ações preventivas voltadas à proteção das mulheres contra a violência doméstica e o feminicídio.

Para especialistas do setor de opinião pública, o diagnóstico estatístico comprova uma abertura concreta da sociedade para a modernização dos órgãos de segurança. A integração entre plataformas digitais e o trabalho tático dos agentes em campo é vista como um caminho essencial para enfrentar a complexidade da violência.

Os dados reforçam que a população cobra respostas rápidas e precisas das autoridades constituídas. A incorporação de modelos baseados em aprendizado de máquina e análise avançada de dados desponta, portanto, como um vetor central nos debates sobre a modernização da gestão pública no país.

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