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A verdadeira batalha da IA nas empresas não está nos algoritmos, mas nos dados que os alimentam

02/09/2026
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A base da personalização por IA e o desafio dos dados nas empresas

A inteligência artificial é capaz de entregar aquilo que toda empresa busca: oferecer produtos e serviços de forma assertiva, compreendendo em detalhes o que o cliente deseja e operando em um formato economicamente eficiente. Essa é a promessa que move executivos de grandes companhias na corrida pela adoção da IA. No entanto, para que esse cenário se materialize, é preciso enfrentar um aspecto frequentemente negligenciado: a organização e a qualidade da base de dados das companhias.

Esse foi o ponto central debatido por executivos da EXA, Zoox e Riachuelo durante o NeoSummit IA, evento do NeoFeed. Os participantes alertaram que, sem dados bem estruturados e organizados, mesmo os modelos mais avançados de inteligência artificial têm dificuldade para entregar resultados relevantes na personalização da experiência do cliente.

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O futuro da personalização, segundo os debatedores, envolve antecipar as necessidades do consumidor de forma natural. Isso significa sair de um modelo baseado em perfis estáticos para uma abordagem mais dinâmica, em que a IA interpreta sinais do comportamento do cliente em tempo real e ajusta ofertas e recomendações de maneira contínua.

A Riachuelo, uma das maiores redes varejistas do país, trouxe para a discussão a perspectiva do varejo de grande porte, no qual a personalização precisa funcionar em escala e alcançar milhões de clientes. Já a Zoox, conhecida como o "Booking dos dados", contribuiu com sua experiência na construção de soluções que transformam grandes volumes de informações em inteligência aplicável aos negócios, atendendo mais de 1,6 mil clientes em 25 países. A EXA, por sua vez, atua na área de cibersegurança, lembrando que a proteção desses dados é tão essencial quanto a sua organização.

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A discussão evidenciou que o chamado lado "menos glamouroso" da personalização por IA é justamente o que determina o sucesso ou o fracasso das iniciativas. Enquanto algoritmos e modelos generativos ocupam os holofotes, o trabalho de limpeza, integração e governança de dados acontece nos bastidores. Sem essa etapa, a inteligência artificial tende a reproduzir inconsistências em vez de gerar valor real para empresas e consumidores.

Ao final do debate, ficou claro que a personalização eficiente depende de uma fundação sólida de dados. As empresas que conseguirem estruturar suas informações de forma inteligente estarão mais bem posicionadas para transformar a promessa da inteligência artificial em resultados concretos no relacionamento com seus clientes.

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