Tablets para jogos em 2026: nove modelos que suportam as longas jogatinas
Escolher um tablet voltado para jogos em 2026 exige olhar além do processador mais potente do mercado. Fatores como a taxa de atualização da tela, a quantidade de memória RAM, o sistema de refrigeração, a autonomia da bateria e a compatibilidade com os títulos disponíveis pesam diretamente na experiência durante as partidas. Uma seleção publicada pelo Tecnoblog reúne nove modelos que vão de opções intermediárias a aparelhos de alto desempenho, incluindo dispositivos com recursos criados especificamente para quem joga.
No topo da lista está o RedMagic Astra, tablet com proposta inteiramente dedicada aos jogos. O aparelho combina o Snapdragon 8 Elite, CPU Oryon de até 4,32 GHz, até 24 GB de RAM e 1 TB de armazenamento UFS 4.1 Pro, configuração capaz de rodar títulos exigentes e manter outros aplicativos abertos em segundo plano. A tela OLED de 9,06 polegadas tem resolução 2K e atualização de até 165 Hz, o que garante maior fluidez em jogos compatíveis, enquanto a amostragem de toque pode alcançar 2.000 Hz em condições específicas. O grande diferencial é o sistema de refrigeração ativa, que reúne câmara de vapor, grafeno, cobre, metal líquido e uma ventoinha de até 20.000 rpm, além do Game Space, recurso de software ativado por um botão lateral. Como pontos negativos, a tela compacta, a ausência de versão com 5G e o foco gamer podem reduzir a versatilidade.
O Galaxy Tab S11 aparece como alternativa premium mais versátil. Ele une o MediaTek Dimensity 9400+ de 3 nm à GPU Immortalis-G925 e a 12 GB de RAM, conjunto que sustenta jogos pesados e suporta recursos gráficos modernos como ray tracing, técnica que simula o comportamento da luz em tempo real. A tela Dynamic AMOLED 2X de 11 polegadas opera a 120 Hz com brilho de pico de 1.600 nits, e o tablet ainda traz bateria de 8.400 mAh, capa-teclado e caneta S Pen inclusos, além do DeX com Modo Estendido para uso mais próximo de um computador. O iPad Pro com chip M5 representa a opção da Apple, com GPU de 10 núcleos e ray tracing acelerado por hardware. As versões de 11 e 13 polegadas usam tela Ultra Retina XDR com OLED e 120 Hz, e os modelos de maior capacidade chegam a 16 GB de memória. Sem ventoinha ou botões dedicados, ele aposta no desempenho bruto e no suporte a monitores externos, embora o preço elevado e os acessórios vendidos separadamente pesem contra.
No segmento intermediário avançado, o Xiaomi Pad 8 e o Lenovo Idea Tab Pro Gen 2 compartilham o Snapdragon 8s Gen 4 com GPU Adreno 825. O modelo da Xiaomi oferece tela de 11,2 polegadas com resolução de 3,2K e 144 Hz, bateria de 9.200 mAh com autonomia aproximada de 18 horas em vídeos e carregamento rápido de 45 W, mas usa painel LCD limitado a 800 nits. O Idea Tab Pro Gen 2 aposta em tela maior, de 13 polegadas com resolução 3.5K e 144 Hz, bateria de 10.200 mAh, quatro alto-falantes JBL com Dolby Atmos e acessórios inclusos, incluindo capa, teclado e caneta. Seu sistema térmico é passivo, sem ventoinha dedicada, e o carregador enviado na caixa é de apenas 20 W.
O Galaxy Tab S10 FE equilibra custo e benefício com o Exynos 1580, GPU Xclipse 540 baseada na arquitetura AMD RDNA e 8 GB de RAM, configuração suficiente para jogos mais leves. A tela LCD de 10,9 polegadas roda a 90 Hz, traz filtro de luz azul e o aparelho conta com caneta inclusa, certificação IP68 contra água e suporte a cartão microSD de até 2 TB. Já o Huawei MatePad Mini prioriza a portabilidade: com Kirin 9010B e tela OLED de 8,8 polegadas a 120 Hz, ele facilita o manuseio durante as partidas e oferece carregamento rápido de 66 W. O alerta fica por conta do HarmonyOS, sistema que não traz os serviços Google pré-instalados e pode limitar a disponibilidade de certos jogos.
Entre os modelos mais acessíveis, o Galaxy Tab A11+ 5G surpreendeu nos testes ao rodar Call of Duty Mobile no máximo gráfico e Genshin Impact sem engasgos, mesmo com Dimensity 7300 e apenas 6 GB de RAM. A tela TFT de 11 polegadas opera a 90 Hz e o suporte a 5G permite partidas online longe do Wi-Fi. O Poco Pad M1 compensa o desempenho intermediário do Snapdragon 7s Gen 4 com bateria gigante de 12.000 mAh, tela de 12,1 polegadas a 120 Hz e carregamento reverso, embora não tenha redes móveis.
Segundo o guia, 120 Hz é o ponto de equilíbrio para telas de jogos, 8 GB de RAM atendem à maioria dos títulos atuais e 12 GB dão margem para multitarefa. Modelos com ventoinha levam vantagem em sessões prolongadas, enquanto tablets topo de linha tendem a ser mais versáteis para trabalho e estudo. Para quem busca economia, o Galaxy Tab A11+ 5G se consolida como a melhor entrada da lista, com desempenho equilibrado e reprodução sem travamentos.