Tablets pequenos com telas de até 9 polegadas se consolidam como alternativa para quem busca portabilidade em 2026
Os tablets compactos ganharam espaço importante no catálogo de fabricantes como Apple, Samsung e Xiaomi. A razão é simples: são dispositivos mais fáceis de segurar e de transportar em bolsas e mochilas quando comparados aos modelos de tela grande, e ainda oferecem uma área de visualização superior à dos celulares, o que agrada quem assiste a filmes e séries em movimento. Um guia publicado pelo Tecnoblog reúne seis opções com telas de até 9 polegadas, cobrindo desde aparelhos de entrada, voltados às tarefas cotidianas, até modelos avançados com desempenho de ponta.
O iPad Mini com chip A17 Pro, lançado em 2024, aparece como a melhor escolha da seleção. O aparelho da Apple tem tela de 8,3 polegadas, pesa 293 gramas na versão Wi-Fi e conta com apenas 6,3 milímetros de espessura, dimensões que facilitam o uso com uma mão e o transporte em mochilas pequenas. O processador A17 Pro, construído em litografia de 3 nanômetros, acompanhado de 8 GB de memória RAM, garante desempenho elevado em produtividade, ilustração, jogos e recursos de inteligência artificial. Entre as limitações estão a taxa de atualização fixa em 60 Hz, a ausência de suporte a teclados magnéticos oficiais, a falta do recurso Stage Manager, a impossibilidade de usar monitor externo independente e a inexistência de um teclado oficial da marca.
A Huawei contribui com duas versões do MatePad Mini. O modelo convencional traz tela OLED de 8,8 polegadas com taxa de atualização de até 120 Hz e resolução de 2560 × 1600 pixels. Medindo 19,8 centímetros de altura por 12,7 centímetros de largura, com meio centímetro de espessura e cerca de 255 gramas, ele é mais leve que o iPad Mini mesmo com tela maior, graças à estrutura em liga de magnésio e fibra no acabamento traseiro. O processador Kirin 9010 e os 8 GB de memória RAM comportam multitarefa e jogos populares, além de haver compatibilidade com a caneta M-Pencil Pro e carregamento rápido de 66 W. O ponto fraco fica por conta do HarmonyOS, sistema que não traz nativamente os serviços do Google, embora o aplicativo GBox funcione como ambiente virtual para acessar a loja de aplicativos do ecossistema Android.
A edição PaperMatte do MatePad Mini se destaca justamente na tela. A tecnologia aplicada ao painel reduz reflexos e simula a textura do papel físico, o que beneficia leitores e usuários que utilizam o tablet em ambientes iluminados, ainda mais com pico de brilho de 1.800 nits. O modelo tem 5,2 milímetros de espessura e 260 gramas, diferença de apenas 0,1 milímetro e 5 gramas em relação à versão convencional. A tela OLED 2.5K de 8,8 polegadas opera a 120 Hz com 343 pixels por polegada, e a bateria de 6.400 mAh oferece boa autonomia com recarga de 66 W.
Já o Xiaomi Pad Mini 8 aposta em especificações agressivas: tela de 8,8 polegadas com resolução 3K e taxa de atualização de 165 Hz, que favorecem vídeos em alta definição. O conjunto pesa 326 gramas, o que pesa contra a portabilidade. Em compensação, a bateria de 7.500 mAh com carregamento de 67 W entrega mais de 15 horas de reprodução de vídeo, segundo a fabricante, e o processador Dimensity 9400+, também de 3 nanômetros, roda jogos pesados, aplicativos de edição e multitarefa. As limitações incluem a ausência de cartão de memória e a oferta apenas na versão Wi-Fi.
No segmento de entrada, o Galaxy Tab A11 da Samsung tem tela de 8,7 polegadas, 8 milímetros de espessura e 335 gramas, dimensões adequadas ao transporte, embora mais espessas que as dos modelos ultrafinos. O processador Helio G99 atende bem navegação e entretenimento, mas aplicativos mais pesados podem travar. Como diferenciais, há taxa de atualização de 90 Hz, som Dolby Atmos, atualizações garantidas até o Android 22, recursos de inteligência artificial e suporte a cartão microSD de até 2 TB, capacidade rara entre os concorrentes. Os contras incluem apenas 64 GB de armazenamento, resolução equivalente ao HD e a falta de suporte à caneta S Pen e de proteção contra água.
O Lenovo Tab One fecha a lista como o modelo mais acessível da fabricante. Com tela de 8,7 polegadas, bateria de 5.100 mAh e 8,5 milímetros de espessura, é o mais espesso do guia, ainda que pese cerca de 15 gramas menos que o Galaxy Tab A11. O processador Helio G85 e os 4 GB de memória RAM posicionam o aparelho para leitura, navegação, vídeos e programas leves, com taxa de atualização fixa em 60 Hz. A entrada de fone com cabo e o som Dolby Atmos complementam o pacote.
Na escolha de um tablet compacto, o guia recomenda avaliar peso e espessura para uso prolongado com uma mão, o tamanho da tela conforme o uso para textos e documentos, o processador para tarefas exigentes, a capacidade e a velocidade de carregamento da bateria, e o sistema operacional, já que os modelos rodam iPadOS, Android ou HarmonyOS. Um tablet pequeno entrega área de visualização maior que a de celulares grandes mantendo o formato portátil, serve bem à leitura, com destaque para a versão PaperMatte, e atende a estudos tanto pelo desempenho do iPad Mini quanto pelo equilíbrio de tela e peso do MatePad Mini, enquanto Galaxy Tab A11 e Lenovo Tab One permanecem como alternativas mais baratas.