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iPhone sob vigília: Apple emite alerta global de spyware mercenário para usuários em 110 países

15/08/2026
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Apple alerta usuários de iPhone em 110 países sobre ataques de espionagem mercenária

A Apple enviou uma nova rodada de notificações de ameaça a donos de iPhone em 110 países, avisando sobre possíveis ataques de spyware mercenário em seus aparelhos. Segundo a empresa, esse tipo de ferramenta é empregado em operações de espionagem altamente direcionadas e tem capacidade de comprometer dispositivos e dados de pessoas específicas. A companhia ressalta, porém, que se trata de um ataque raro e sofisticado, de modo que a imensa maioria dos usuários nunca será alvo.

Para comunicar os avisos, a Apple utiliza três canais diferentes. A notificação aparece diretamente no iPhone, tanto na Tela Bloqueada quanto nos Ajustes. Além disso, a empresa envia um e-mail para os endereços associados à Conta Apple e exibe um banner no topo da página da conta, visível após o usuário iniciar sessão no site oficial da conta da Apple. Embora os alertas tenham alto grau de confiança, a companhia reconhece que suas investigações não podem alcançar certeza absoluta de que um ataque de fato ocorreu.

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O spyware mercenário se diferencia de golpes e malwares comuns por envolver operações caras e recursos tecnológicos avançados, destinados a atingir um número pequeno de pessoas. A própria Apple cita que ataques desse tipo já foram associados a empresas que desenvolvem ferramentas para governos, caso do Pegasus, criado pelo NSO Group. Desde 2021, a fabricante afirma ter enviado notificações semelhantes para usuários em mais de 150 países. Entre os alvos historicamente ligados a essa espionagem estão jornalistas, ativistas, políticos e diplomatas.

Quem receber um alerta deve levar a comunicação a sério e buscar orientação especializada. A Apple recomenda procurar organizações de segurança digital, como a Access Now, e ativar o Modo de Isolamento caso exista risco de ataque direcionado. Esse recurso aumenta as proteções do aparelho e restringe determinadas funções com o objetivo de reduzir a superfície de ataque, ou seja, as portas de entrada disponíveis para invasores. A empresa também recomenda medidas de segurança para todos os usuários, independentemente de terem recebido ou não uma notificação.

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Entre as orientações está manter o sistema atualizado, instalando as versões mais recentes do iOS, do iPadOS e do macOS para receber correções de segurança. A proteção do acesso ao aparelho também é destacada, com o uso de um código de acesso forte e recursos biométricos como Face ID e Touch ID, que identificam o usuário por características físicas. Ativar a autenticação de dois fatores na Conta Apple, um mecanismo que exige uma segunda verificação além da senha, e usar uma senha forte e exclusiva completam as recomendações.

A Apple sugere ainda o uso do recurso Proteção de Dispositivo Roubado, que adiciona camadas extras de segurança em caso de roubo do iPhone. Quanto a aplicativos, a orientação é baixar programas apenas de fontes confiáveis, com preferência para a App Store, evitando instalar softwares de procedência desconhecida. Adotar senhas exclusivas e fortes para cada serviço, além de chaves-senha quando disponíveis, também integra o conjunto de boas práticas defendido pela empresa.

Outra recomendação importante é desconfiar de links e anexos recebidos, evitando abrir conteúdos enviados por remetentes desconhecidos ou suspeitos. Em situações de risco específico, o Modo de Isolamento volta a ser citado como camada adicional de defesa contra ataques altamente sofisticados e direcionados. A fabricante reforça que nunca pede senhas, códigos de verificação, instalação de aplicativos ou perfis, tampouco solicita que o usuário clique em links ou abra arquivos.

Para confirmar a legitimidade de um alerta, a orientação é acessar diretamente a página da conta da Apple pelo navegador, sem utilizar links recebidos em mensagens. Se a notificação for verdadeira, ela aparecerá no topo da página após o login. Em resumo, a nova rodada de avisos reforça que a espionagem mercenária segue sendo uma ameaça real, embora restrita a alvos específicos, e que atualizações constantes, autenticação reforçada e o Modo de Isolamento continuam sendo as principais defesas disponíveis para os usuários de iPhone.

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