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Caos na Digitalização: Indisponibilidade Prolongada do Sirpweb trava Carreira de Milhares de Profissionais

29/07/2026
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Sistema do governo federal para registro profissional permanece fora do ar há mais de duas semanas sem previsão de retorno

O Sistema Informatizado de Registro Profissional, conhecido como Sirpweb e mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, está indisponível há mais de duas semanas sem qualquer previsão de normalização. A plataforma é responsável pela emissão de registros profissionais em profissões regulamentadas, como jornalista, radialista e técnico de segurança do trabalho, totalizando 14 categorias. Ao tentar acessar o serviço, o usuário se depara com uma mensagem que informa apenas que o sistema está em manutenção e que a equipe trabalha para restabelecê-lo o mais breve possível, sem oferecer detalhes adicionais sobre o problema ou prazo para solução.

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O registro profissional emitido pelo Sirpweb é o documento que habilita o trabalhador a exercer legalmente sua função. Antigamente, esse cadastro era feito diretamente na carteira de trabalho física. Com a digitalização dos serviços públicos, o sistema passou a centralizar essa emissão, tornando-se a única via disponível para que novos profissionais de categorias regulamentadas possam obter a autorização necessária para atuar no mercado. A indisponibilidade prolongada da plataforma afeta diretamente trabalhadores que aguardam a regularização de sua situação profissional.

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Relatos publicados em redes sociais e plataformas de reclamação indicam que a queda do sistema começou bem antes do que se imagina. No Reclame Aqui, há queixas registradas desde o dia 17 de julho, e um cidadão relatou no dia 20 do mesmo mês que a plataforma já estava inacessível há mais de sete dias. Na plataforma de mensagens cortas, uma usuária registrou em 24 de julho que o sistema estava fora do ar há mais de duas semanas, o que situa o início da indisponibilidade por volta de meados do mês.

O Instagram também se tornou um canal de denúncia do problema. A página especializada em segurança do trabalho, com mais de 500 mil seguidores, publicou um vídeo no dia 22 de julho alertando que o Sirpweb estava indisponível havia mais de uma semana. Para os técnicos de segurança do trabalho, a paralisação do sistema representa um obstáculo direto à entrada de novos profissionais no mercado de trabalho, já que sem o registro emitido pela plataforma não é possível exercer a função legalmente.

A ausência de comunicação oficial por parte do Ministério do Trabalho e Emprego agrava a situação. A pasta não divulgou nenhuma nota sobre o assunto em sua página no portal do governo federal, tampouco em suas redes sociais. Procurado pela reportagem por e-mail, o ministério não respondeu aos questionamentos enviados até a publicação desta matéria. O silêncio oficial deixa os trabalhadores sem informações sobre quando poderão regularizar seus registros profissionais.

O site do Sirpweb orienta que os cidadãos procurem a plataforma Fala.BR, integrada ao sistema do governo federal, para registrar reclamações e dúvidas. Outro canal indicado é o telefone 158, tradicional serviço de atendimento ao trabalhador. No entanto, segundo relatos publicados na internet, os profissionais que tentaram obter atendimento pelo número telefônico também não conseguiram qualquer resposta ou solução para o problema, o que amplia a sensação de desamparo entre os afetados.

O Ministério do Trabalho e Emprego também não responde às queixas registradas no Reclame Aqui, o que reduz consideravelmente os canais eficazes de comunicação entre os cidadãos e o órgão responsável. A combinação entre a falta de posicionamento oficial, a inoperância prolongada do sistema e a ineficácia dos canais alternativos de atendimento cria um cenário de incerteza para milhares de profissionais que dependem do registro para ingressar ou manter-se no mercado de trabalho de forma legal.

A manutenção do Sirpweb sem prazo definido para conclusão evidencia a vulnerabilidade de serviços públicos essenciais que foram centralizados em plataformas digitais. Enquanto o sistema permanecer indisponível, profissionais de 14 categorias regulamentadas seguem impedidos de obter o documento necessário para o exercício legal de suas atividades. O caso reforça a importância de canais de comunicação transparentes e de infraestrutura tecnológica robusta para garantir a continuidade de serviços que impactam diretamente a vida profissional dos cidadãos.

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