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O mea-culpa da Intel: fabricante admite erro e confirma o retorno do multithreading em 2028 com os chips Coral Rapids

25/07/2026
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Intel reconhece erro e anuncia retorno do multithreading em 2028 com processadores Coral Rapids

A Intel decidiu reintroduzir a tecnologia de multithreading em seus processadores para servidores, reconhecendo que a retirada desse recurso em gerações anteriores representou um erro estratégico que colocou a empresa em desvantagem competitiva frente à sua principal rival, a AMD. O anúncio foi feito pelo presidente executivo da empresa, Lip-Bu Tan, durante uma reunião com acionistas, na qual afirmou que a equipe continua trabalhando para aumentar a competitividade da fabricante no mercado de processadores. A tecnologia voltará especificamente com a linha de processadores Xeon Coral Rapids, que comporá a oitava geração de chips voltados para data centers, com lançamento previsto para 2028.

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A decisão de abandonar o Hyper-Threading — tecnologia que permite que cada núcleo físico do processador execute múltiplas linhas de processamento simultaneamente — partiu de uma estratégia para economizar espaço no chip e reduzir o consumo de energia, priorizando o desempenho individual de cada núcleo. Embora essa abordagem pudesse ser tolerada no segmento de computadores pessoais, o cenário se mostrou bastante diferente no mercado corporativo de servidores. O processamento paralelo é fundamental para data centers, que precisam lidar com diversas tarefas ao mesmo tempo, e a ausência desse recurso enfraqueceu a posição da Intel justamente onde a concorrência é mais acirrada.

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Antes da chegada dos Coral Rapids em 2028, a Intel ainda colocará no mercado os processadores Xeon 7 Diamond Rapids, que também não contarão com suporte a multithreading simultâneo, conhecido pela sigla SMT. Isso significa que a fabricante precisará enfrentar a pressão competitiva dos processadores EPYC da AMD por mais algum tempo, já que a rival consegue entregar uma quantidade significativamente maior de threads lógicos por processador. Esse gap tecnológico coloca a Intel em uma posição desafiadora no segmento de servidores de alto desempenho até que a nova geração esteja disponível.

A expectativa é que os processadores Xeon Coral Rapids já estreiem em litografias avançadas da empresa, como o node Intel 14A — um processo de fabricação de chips que reduz o tamanho dos transistores, permitindo maior densidade e eficiência energética. Essa evolução na fabricação proporcionaria a margem necessária no silício para reintroduzir a tecnologia de multithreading sem comprometer o consumo de energia, um dos fatores que motivou a retirada do recurso nas gerações anteriores. Apesar de o anúncio ter sido voltado exclusivamente para o segmento de servidores, o retorno do multithreading nessa linha abre caminho para que a tecnologia também possa ser reaplicada nos processadores da linha Intel Core destinados a computadores pessoais no futuro, algo que já circula em rumores. A fabricante, no entanto, não fez nenhuma menção oficial sobre os modelos voltados ao consumidor final.

Com o reconhecimento do erro e o compromisso de reintroduzir o multithreading em 2028, a Intel demonstra a intenção de recuperar o terreno perdido no competitivo mercado de data centers. A trajetória até lá, porém, ainda exigirá que a empresa navegue por uma janela de transição na qual seus chips mais recentes continuarão sem o recurso, mantendo a rival AMD em posição favorável nesse período.

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