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Mistério no Gelo: NASA Captura Formação Espetacular em Formato de Beija-Flor na Antártida

23/07/2026
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NASA revela formação em formato de beija-flor escondida na Antártica

Cientistas da NASA e da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO) revelaram uma imagem inusitada capturada por satélite no leste da Antártida: uma formação que lembra a silhueta de um beija-flor. O registro foi divulgado pela agência espacial norte-americana no último dia 21 e foi produzido a partir de dados coletados pelo satélite NISAR, fruto de uma parceria entre Estados Unidos e Índia. A imagem destaca o Nunatak Zaterjavshijsja, um topo montanhoso que desponta no meio de um fluxo de gelo que se desloca em direção ao oceano, criando um padrão visual curioso que chamou a atenção dos pesquisadores envolvidos na missão.

Imagem complementar

A presença da elevação no meio do gelo em movimento altera de forma significativa o comportamento da massa congelada ao seu redor. Essa interferência provoca tensões que resultam em grandes rachaduras no gelo, conhecidas na área científica como crevasses. Essas fraturas profundas formam as linhas verdes que cercam a montanha na imagem divulgada pela NASA, criando o contorno que remete ao formato do beija-flor. A formação aparece na região central esquerda do registro, rodeada por essas fissuras que evidenciam o impacto da montanha sobre o fluxo gelado.

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A imagem foi gerada pelo instrumento de radar de abertura sintética de banda L, um equipamento instalado no satélite NISAR que funciona enviando ondas de radar em direção à superfície terrestre e analisando a forma como esses sinais retornam após atingir diferentes tipos de terreno. Essa tecnologia permite identificar características do solo e das estruturas presentes no gelo antártico, pois as variações nos sinais que voltam ajudam a distinguir áreas com gelo mais uniforme de locais onde a estrutura apresenta irregularidades significativas.

As cores presentes na imagem carregam informações importantes sobre as propriedades da superfície observada. As regiões com tonalidade magenta indicam superfícies mais regulares, como o gelo liso, enquanto as áreas verdes representam o que os cientistas chamam de espalhamento de volume, um fenômeno associado a superfícies mais complexas, como as paredes internas das fraturas abertas no gelo. As zonas brancas correspondem aos pontos onde os dois tipos de retorno de sinal aparecem com intensidade semelhante, o que pode indicar uma mistura equilibrada entre as reflexões causadas pela superfície e pelos elementos internos da massa congelada.

O satélite NISAR representa um marco na cooperação espacial entre os dois países. A missão é administrada pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, vinculado ao Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). A participação norte-americana no projeto incluiu o fornecimento do radar de abertura sintética em banda L e do refletor da antena, enquanto a ISRO ficou encarregada da plataforma do satélite e do radar de banda S. O equipamento conta com um grande refletor em formato de tambor, com 12 metros de diâmetro, descrito pela própria NASA como a maior antena de radar desse tipo já enviada ao espaço pela agência.

A missão NISAR se destaca por ser a primeira a operar com dois instrumentos de radar de abertura sintética funcionando em comprimentos de onda diferentes, o que amplia consideravelmente a capacidade de observação sobre as massas de gelo polares e outras superfícies terrestres. Os dados coletados por esses instrumentos permitem que pesquisadores monitorem o movimento de massas de terra e gelo do planeta, acompanhem mudanças em ecossistemas como florestas e zonas úmidas, e respondam a desastres naturais como deslizamentos e terremotos. As equipes nos dois países devem continuar liberando arquivos processados a partir dos radares de banda L e banda S de forma contínua, ampliando o acesso da comunidade científica a esse conjunto de informações.

A imagem divulgada pela NASA reforça o potencial da tecnologia de radar por satélite para revelar detalhes de formações remotas e de difícil acesso, como as existentes na Antártica. O padrão visual que rendeu a comparação com um beija-flor é resultado direto da interação entre a montanha e o fluxo de gelo ao seu redor, documentada com precisão pelas ondas de micro-ondas emitidas pelo satélite. A descoberta ilustra como instrumentos avançados de observação orbital conseguem transformar dados aparentemente abstratos em registros visuais que ajudam a compreender melhor a dinâmica das superfícies congeladas do planeta.

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