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Samsung, Unicamp e FAPESP unem forças para pesquisas em IA aplicada à saúde

22/07/2026
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A Samsung, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) formalizaram uma parceria para ampliar o desenvolvimento de pesquisas em Inteligência Artificial voltadas à saúde e ao bem-estar. A iniciativa transforma a colaboração já existente entre a empresa e a universidade em um Centro de Pesquisa Aplicada (CPA), modalidade de cooperação de longo prazo criada pela FAPESP que articula pesquisadores acadêmicos e profissionais da indústria em torno de projetos inovadores com alto potencial de aplicação prática. Para a Samsung, fabricante global de dispositivos eletrônicos e tecnologias móveis, o acordo representa uma ampliação significativa de seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento dentro do Brasil.

A parceria tem como base o histórico de colaboração entre Samsung e Unicamp, cujo marco inicial foi o Projeto Viva Bem, lançado em 2015. Esse projeto estabeleceu um centro de Inteligência Artificial dedicado à pesquisa em saúde e bem-estar, reunindo especialistas da empresa e pesquisadores universitários em um ambiente de inovação. Com a entrada formal da FAPESP, a iniciativa ganha uma nova estrutura de financiamento e governança, passando a operar sob o formato de Centro de Pesquisa Aplicada.

O modelo CPA, idealizado pela FAPESP, é projetado para durar entre cinco e dez anos e conecta pesquisadores de universidades ou institutos de pesquisa com profissionais de empresas em torno de objetivos comuns. O programa busca resultados com aplicabilidade direta no mercado e impacto cientifico relevante, criando um canal estruturado para que descobertas acadêmicas cheguem a produtos e serviços. Na prática, isso significa que as pesquisas conduzidas no âmbito da parceria terão um caminho mais curto entre o laboratório e aplicações reais em saúde.

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A Samsung atuará em múltiplas frentes dentro do projeto. A empresa aportará recursos para o financiamento de bolsas de pesquisa, aquisição de equipamentos, custeio de publicações científicas e participação em eventos acadêmicos. Pesquisadores ligados ao centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa no Brasil acompanharão a evolução dos estudos, oferecendo direcionamento técnico e estratégico ao longo de todo o ciclo de trabalho. Eles também participarão da revisão periódica das entregas científicas e tecnológicas produzidas pelos grupos de pesquisa.

Otávio Penatti, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento em IA para saúde e bem-estar no centro de P&D da Samsung no Brasil, destacou que a união entre diferentes competências é o que viabiliza a inovação. Segundo ele, a colaboração entre Samsung, Unicamp e FAPESP permitirá ampliar o número de bolsistas, fortalecer o ecossistema de pesquisa brasileiro e aproximar a produção acadêmica de excelência dos desafios tecnológicos enfrentados pela indústria. Penatti enfatizou ainda que a parceria amplia a capacidade de desenvolver pesquisas em Inteligência Artificial capazes de gerar conhecimento, formar talentos e contribuir para avanços na área de saúde.

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A formalização do acordo contou com a atuação da Agência de Inovação da Unicamp, conhecida como Inova Unicamp, que assumiu a estratégia de proteção da propriedade intelectual decorrente das pesquisas. Esse é um aspecto central do modelo de cooperação, pois garante que eventuais patentes, softwares ou metodologias desenvolvidos no âmbito do projeto tenham sua titularidade e exploração comercial definidas de maneira clara entre as partes envolvidas.

A trajetória de colaboração entre Samsung e Unicamp já acumula resultados relevantes para o ecossistema de pesquisa e desenvolvimento do país. Desde a criação do Projeto Viva Bem em 2015, a iniciativa contribuiu para a formação de pesquisadores, a produção de artigos científicos e o desenvolvimento de tecnologias com foco em saúde digital. A ampliação para o formato de Centro de Pesquisa Aplicada, com o suporte financeiro e institucional da FAPESP, representa um salto na escala e na duração desses esforços.

A FAPESP, principal agência de fomento à pesquisa do estado de São Paulo, tem no programa de Centros de Pesquisa Aplicada um instrumento para promover a inovação tecnológica por meio da cooperação entre universidades e empresas. O modelo busca combinar a liberdade acadêmica com a orientação para resultados práticos, atendendo a uma demanda crescente do setor produtivo por soluções baseadas em conhecimento científico avançado. No caso específico desta parceria, o foco em Inteligência Artificial aplicada à saúde reflete uma tendência global de uso de técnicas de aprendizado de máquina para diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças.

Para o Brasil, iniciativas dessa natureza têm um significado estratégico. O país busca se posicionar como centro de desenvolvimento em Inteligência Artificial, área na qual a disputa por talentos e investimentos é acirrada em nível internacional. Parcerias de longo prazo entre universidades de excelência, como a Unicamp, empresas globais com presença local, como a Samsung, e agências de fomento sólidas, como a FAPESP, criam as condições necessárias para que a pesquisa brasileira ganhe competitividade e relevância no cenário global.

A formação de novos pesquisadores é um dos eixos centrais da parceria. Com o aumento do número de bolsas de pesquisa financiadas pela iniciativa, estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado terão a oportunidade de desenvolver seus trabalhos em um ambiente que combina rigor acadêmico com exposição a problemas reais da indústria. Essa dupla vivência tende a produzir profissionais melhor preparados para atuar tanto em ambientes corporativos quanto em instituições de pesquisa.

O foco temático da parceria em saúde e bem-estar também merece destaque. Inteligência Artificial aplicada à saúde abrange desde o desenvolvimento de sistemas de apoio à decisão médica até a criação de aplicações de monitoramento de indicadores fisiológicos por meio de dispositivos vestíveis. Essa é uma área em rápida expansão, com potencial para transformar a forma como serviços de saúde são prestados e como indivíduos gerenciam o próprio bem-estar.

A parceria entre Samsung, Unicamp e FAPESP reflete um modelo de inovação que ganha tração no Brasil: a articulação estruturada entre academia, indústria e Estado para resolver problemas complexos com base em ciência e tecnologia. Com horizonte de cinco a dez anos de duração, o Centro de Pesquisa Aplicada criado pelo acordo tem potencial para gerar contribuições duradouras tanto para a produção científica nacional quanto para o desenvolvimento de soluções tecnológicas com aplicação concreta na sociedade.

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