PUBLICIDADE

Colapso da IBM: A Batalha Pela Inteligência Artificial e o Futuro Incerto do Setor de Tecnologia

15/07/2026
109 visualizações
3 min de leitura
Imagem principal do post

Queda histórica da IBM na bolsa expõe os efeitos colaterais da corrida por inteligência artificial

As ações da IBM despencaram 25% na bolsa de Nova York nesta terça-feira, registrando a maior queda diária da empresa desde 1972. O tombo veio após o CEO Arvind Krishna admitir, em carta aos investidores, que a companhia não previu a magnitude da repriorização dos investimentos de capital que vem sendo feita por grandes corporações para montar infraestruturas dedicadas à inteligência artificial.

Segundo Krishna, nas últimas semanas de junho os clientes da IBM redirecionaram seus gastos trimestrais para a compra de servidores, armazenamento e memória, com o objetivo de garantir infraestrutura com oferta limitada antes de aumentos de preços esperados. Diversos negócios considerados certos não foram concluídos dentro do planejado, o que comprometeu a projeção financeira da empresa para o trimestre.

Imagem complementar

O movimento reflete uma transformação mais ampla nos departamentos de tecnologia ao redor do mundo. O dinheiro que seria destinado a sistemas e softwares corporativos da IBM está sendo desviado para a aquisição de hardware, especialmente servidores e chips fundamentais para rodar modelos de IA. Setores como o de servidores já enfrentam escassez severa diante da procura crescente, o que torna a corrida por esses componentes ainda mais acirrada entre as grandes empresas.

Além do hardware, a segurança cibernética também está consumindo boa parte da verba de tecnologia das companhias. Com a chegada de modelos de IA mais avançados, como o Mythos da Anthropic, as empresas passaram a reforçar suas defesas digitais. Esses sistemas são capazes de mapear falhas em softwares com rapidez inédita, entregando uma vantagem técnica a hackers e obrigando investimentos pesados em proteção.

PUBLICIDADE

O impacto financeiro para a IBM é expressivo. A empresa projeta um aumento de receita de apenas 1% no segundo trimestre, totalizando cerca de US$ 17,2 bilhões, o que representa o menor ritmo de crescimento em mais de um ano. O número ficou abaixo da expectativa dos analistas de mercado, que projetavam US$ 17,8 bilhões. Os dados oficiais da companhia serão divulgados no dia 22 de julho. Com a queda expressiva das ações, a IBM pode perder até US$ 70 bilhões em valor de mercado, estando atualmente avaliada em torno de US$ 272,7 bilhões.

O cenário provocou forte preocupação em Wall Street quanto ao futuro do setor de software como um todo. O segmento já enfrentava pressão com o avanço de inteligências artificiais capazes de escrever códigos e automatizar tarefas, e agora soma mais um motivo de cautela. Refletindo esse pessimismo, gigantes como a Microsoft também registraram quedas nos papéis entre 2% e 5% na mesma terça-feira.

Para tentar conter os danos junto aos investidores, a IBM destacou seus investimentos em computação quântica, uma área da computação que utiliza princípios da física quântica para realizar processamento de dados em escala exponencialmente maior que os computadores tradicionais. A companhia já destinou mais de US$ 10 bilhões para construir seu primeiro computador quântico em larga escala até 2029, projeto que conta com forte apoio financeiro do governo dos Estados Unidos. A empresa também mencionou a expansão de parcerias no próprio mercado de inteligência artificial, incluindo acordos com a OpenAI.

Apesar da estratégia de comunicação, analistas ponderam que essas frentes ainda estão em estágios iniciais e não devem compensar o rombo bilionário no curto prazo. A situação evidencia um efeito colateral inesperado da febre da inteligência artificial: enquanto empresas de infraestrutura e fabricantes de chips se beneficiam da corrida por capacidade computacional, gigantes tradicionais de software podem ser prejudicados justamente pela mudança nas prioridades de investimento de seus próprios clientes.

A fala de Krishna chama ainda mais atenção porque, no final do ano passado, o próprio executivo havia criticado publicamente os gastos com inteligência artificial. A magnitude da repriorização acabou surpreendendo até quem acompanhava o setor de perto, e os próximos balanços devem mostrar se o episódio representa um solavanco pontual ou o início de uma recomposição mais profunda no mercado corporativo de tecnologia.

PUBLICIDADE
Este post foi útil para você?

Leitura recomendada

💬 Comentários

Nenhum comentário ainda. Conte o que achou, tire uma dúvida ou discorde. Seja o primeiro!

Deixe seu comentário
O e-mail não aparece. Serve só para avisar quando responderem você.
Os comentários passam por aprovação antes de aparecer. Crie uma conta de leitor e, depois do primeiro aprovado, os próximos saem na hora.
Apoie o ConexãoTC

O ConexãoTC é independente e gratuito. Se as notícias fazem parte do seu dia, contribua com qualquer valor pelo PIX e ajude a manter o blog no ar.

QR code PIX para apoiar o ConexãoTC
Aponte a câmera do app do banco
Favorecido: Jean Dgardany C. Lima, editor do ConexãoTC
🗳️ O que você quer ler aqui?

Marque os assuntos que te interessam. Os mais pedidos viram os próximos artigos.

Leitores cadastrados têm as sugestões atendidas primeiro e recebem um aviso quando o artigo sai.
Fique por dentro

Os destaques do dia no seu e-mail, todo dia às 8h.

PUBLICIDADE