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O Mapa da Mina: Brasil traça estratégia ousada para dominar o mercado global de terras raras em 15 anos

13/07/2026
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Brasil planeja se tornar líder mundial em terras raras em 15 anos com plano estratégico do governo federal

O governo brasileiro está elaborando um plano estratégico para transformar o país em uma potência mundial no setor de terras raras, conjunto de 17 minerais considerados críticos para a indústria moderna, em um horizonte de 15 anos. A iniciativa ganhou projeção após uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que provocou o ex-presidente norte-americano Donald Trump ao afirmar que os Estados Unidos não deveriam se preocupar apenas com o domínio da China nesse segmento, mas também com a crescente atuação do Brasil. Técnicos do governo federal já teriam traçado um roteiro detalhado, descrito como um verdadeiro mapa da mina, para conduzir o país rumo à liderança nessa área estratégica.

As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos fundamentais para a fabricação de produtos de alta tecnologia, desde componentes eletrônicos até equipamentos de defesa e dispositivos de energia renovável. Atualmente, a China domina de forma esmagadora o mercado global desses minerais, o que gera preocupações estratégicas em nações como os Estados Unidos, que buscam diversificar suas fontes de suprimento. A inserção do Brasil nesse cenário poderia reconfigurar as dinâmicas geopolíticas em torno de materiais considerados essenciais para a economia do futuro.

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A fala de Lula insere o Brasil diretamente nessa disputa global e sinaliza a intenção do governo de aproveitar o potencial mineral do território nacional para disputar espaço em um mercado até então concentrado. A provocação ao ex-líder norte-americano indica que a estratégia brasileira não se limita a atender à demanda interna, mas ambiciona projetar o país como um fornecedor relevante para o comércio internacional de minerais críticos, colocando-se como alternativa ao monopólio chinês.

O plano elaborado por técnicos do governo federal aponta um caminho estruturado para que o Brasil deixe a posição de coadjuvante e assuma um papel protagonista na cadeia de valor das terras raras. O documento ou conjunto de diretrizes funcionaria como um guia detalhado para orientar investimentos, políticas públicas e ações necessárias ao longo dos próximos 15 anos, com o objetivo de consolidar a presença do país entre os principais produtores mundiais do setor.

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Apesar da ambição declarada, o desafio de transformar o Brasil em líder global em terras raras envolve obstáculos significativos, especialmente considerando a infraestrutura e a tecnologia necessárias para processar esses minerais. A China consolidou sua hegemonia ao longo de décadas, dominando não apenas a extração, mas também o refino e a industrialização desses elementos. Para que o plano brasileiro avance, será necessário desenvolver capacidades tecnológicas e atrair investimentos capazes de sustentar a expansão prevista no horizonte de uma década e meia.

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