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Desativação do Muse Image: Meta Recua na Inteligência Artificial do Instagram após Críticas de Privacidade

12/07/2026
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Meta desativa no Instagram função de IA que usava fotos públicas como referência

A Meta retirou do ar a ferramenta do Instagram que permitia utilizar inteligência artificial para reprocessar imagens publicadas em perfis abertos. A novidade havia sido apresentada ao longo da semana como parte do Muse Image, primeiro modelo de geração de imagens por inteligência artificial do Meta Superintelligence Labs, mas foi desativada após uma série de questionamentos sobre privacidade e direito de imagem.

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O Muse Image foi lançado na terça-feira (07) e estava integrado ao chatbot Meta AI. O recurso usava fotos como ponto de partida para a criação de novas imagens. Entre as possibilidades disponíveis, havia a opção de mencionar contas públicas do Instagram para que o conteúdo fosse aproveitado como referência nas gerações. Esse foi justamente o ponto que concentrou as maiores críticas, já que a função havia sido ativada por padrão para os usuários.

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O Tecnoblog realizou testes na tarde deste sábado (11) e confirmou que a ferramenta foi removida dos ajustes do Instagram, pelo menos na versão para Android. A Meta não exibiu nenhum aviso diretamente no aplicativo para informar os usuários sobre a desativação.

Entre as vozes que se manifestaram contra o recurso está a da atriz Hannah Einbinder, vencedora do Emmy pela série Hacks. Em publicação no próprio Instagram, ela afirmou que a função havia sido ligada automaticamente e recomendou que os usuários a desligassem.

No dia seguinte ao lançamento, na quinta-feira (09), o SAG-AFTRA, sindicato que representa atores e outros profissionais da indústria audiovisual, também se posicionou contra a ferramenta. A entidade recomendou que seus membros desativassem o recurso e classificou como inaceitável qualquer uso das imagens dos usuários sem um opt-in claro, isto é, sem uma autorização prévia e explícita por parte das pessoas.

Em comunicado oficial, a Meta afirmou que a intenção era oferecer uma ferramenta criativa útil e dar às pessoas controle sobre o uso do conteúdo público. A empresa reconheceu, porém, que o recurso errou o alvo ao não oferecer mecanismos adequados de controle, o que motivou a retirada do ar. O SAG-AFTRA classificou a decisão como "a atitude responsável" diante dos riscos de criação de réplicas digitais sem consentimento.

O caso expõe a tensão crescente entre o avanço de ferramentas de inteligência artificial generativa e a proteção de direitos individuais, especialmente quando se trata do uso de imagens pessoais. A rápida desativação do Muse Image no Instagram indica que a Meta preferiu recuar diante da pressão de artistas, sindicatos e da opinião pública, em vez de manter um recurso que poderia comprometer a confiança dos usuários na plataforma.

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