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Claro e Serasa em Conflito: ANPD Abre Processo por Compartilhamento Irregular de Dados

09/06/2026
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Claro é alvo de processo da ANPD por compartilhamento irregular de dados com a Serasa

A Agência Nacional de Proteção de Dados abriu um processo administrativo sancionador contra a Claro após identificar indícios de irregularidades no compartilhamento de dados pessoais de clientes com a Serasa. A medida foi confirmada no início de junho de 2026 e também envolve a Serasa, que será submetida a um procedimento de fiscalização. As duas empresas negam qualquer irregularidade. O caso coloca em destaque os limites da Lei Geral de Proteção de Dados, a legislação brasileira que regulamenta o uso de informações pessoais por empresas e órgãos.

A investigação teve origem em uma fiscalização sobre a parceria firmada entre as duas companhias. Pelo acordo, a operadora fornecia dados de seus consumidores à Serasa para o desenvolvimento de métodos de análise de crédito e para avaliações de condições de mercado. Segundo o superintendente de Fiscalização da ANPD, Fabrício Guimarães, mais de 100 informações de cada cliente foram compartilhadas pela Claro com a empresa de análise de crédito, um volume que a agência considerou excessivo e potencialmente violador das regras de proteção de dados.

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Entre os principais pontos levantados pela investigação estão o compartilhamento excessivo de dados, falhas na transparência com os clientes e dificuldades de acesso ao encarregado de dados. Esse profissional é o responsável por atuar como canal de comunicação entre os titulares das informações, a própria empresa e a agência reguladora, tendo a função de garantir o cumprimento da legislação de proteção de dados dentro da organização. A ANPD identificou que os consumidores teriam sido repassados sem o devido conhecimento e sem clareza sobre o destino dessas informações.

A Claro responderá ao processo administrativo sancionador, que pode resultar em punições previstas na Lei Geral de Proteção de Dados. Caso as irregularidades sejam confirmadas, a operadora poderá ser penalizada com multa de até 2% do seu faturamento. Já a Serasa passará por um procedimento de fiscalização focado em questões de transparência e nos direitos dos titulares de dados, após o uso das informações dos clientes da operadora em atividades de análise de crédito.

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O caso reacende o debate sobre a necessidade de controle mais rigoroso sobre como as empresas compartilham dados pessoais de consumidores no Brasil. A atuação da ANPD demonstra que a agência está intensificando a supervisão sobre parcerias comerciais que envolvem transferência de informações sensíveis, especialmente quando não fica claro se os titulares foram devidamente informados sobre o uso de seus dados. Ambas as empresas afirmam que o acordo entre elas seguia as normas vigentes e negam qualquer descumprimento da legislação de proteção de dados.

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