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China quebra recorde mundial ao enviar astronauta para viver um ano no espaço

24/05/2026
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China inicia missão inédita de um ano no espaço como passo rumo à Lua

A China lançou neste domingo (24) a missão tripulada Shenzhou-23, que leva três astronautas à estação espacial Tiangong, com um detalhe inédito em seu programa espacial: um dos tripulantes permanecerá em órbita por um ano inteiro, estabelecendo o recorde de permanência de um astronauta chinês no espaço. O lançamento ocorreu às 23h08, horário local, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, localizado no noroeste do país. A missão marca uma etapa decisiva para os planos de Pequim de enviar humanos à superfície lunar até 2030.

A tripulação é composta pelos astronautas Zhu Yangzhu, Zhang Zhiyuan e Lai Ka-ying, que se torna a primeira pessoa de Hong Kong a integrar uma missão espacial chinesa. Dos três tripulantes que chegam à Tiangong, um será selecionado para permanecer a bordo da estação por doze meses consecutivos, enquanto os demais seguirão o padrão habitual de rotação a cada seis meses. A Agência Espacial Tripulada da China informou que a decisão final sobre qual astronauta cumprirá a missão prolongada será tomada ao longo do voo, de acordo com o andamento das atividades.

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O objetivo principal da permanência estendida é estudar os efeitos fisiológicos de longos períodos no espaço sobre o corpo humano, uma pesquisa considerada fundamental para viagens de maior duração, como a planejada missão tripulada à Lua. Até o momento, a China já enviou astronautas à sua estação espacial em quase uma dúzia de missões, mas nenhuma havia proposto uma estadia tão longa. O recorde mundial de permanência contínua no espaço pertence a um cosmonauta russo que passou 14 meses e meio em órbita em 1995.

A estação Tiangong, considerada o principal marco do programa espacial chinês, é habitada permanentemente por equipes de três astronautas que se alternam a cada semestre. Financiada com bilhões em investimentos estatais, a estação representa o esforço do país para se equiparar a potências como Estados Unidos e Rússia no setor espacial. A missão Shenzhou-23 reforça a aceleração desse programa em meio a uma crescente disputa com os americanos pela exploração lunar, que inclui acusações de que Pequim pretende colonizar e explorar recursos minerais no território da Lua.

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Em 2024, a China conquistou outro marco ao se tornar o primeiro país a trazer amostras de solo do lado oculto da Lua por meio de uma missão robótica, demonstrando o avanço de sua capacidade tecnológica. A missão Shenzhou-23 representa agora a continuidade dessa estratégia, agora com foco na presença humana prolongada no espaço. Com a decisão inédita de manter um astronauta em órbita por um ano, a China dá um passo concreto na preparação de seus tripulantes para os desafios que enfrentarão na jornada até a superfície lunar.

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