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LinkedIn vai limitar alcance de posts genéricos produzidos por inteligência artificial

19/05/2026
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O LinkedIn anunciou medidas para reduzir a visibilidade de conteúdos produzidos por inteligência artificial que sejam considerados vazios ou genéricos. A plataforma vai identificar padrões específicos de publicações automatizadas, como textos sobre liderança que seguem sempre o mesmo formato e comentários que apenas inflacionam números de engajamento sem trazer contribuições reais.

A decisão ocorre em meio à proliferação do que especialistas chamam de AI slop, termo que designa conteúdos criados por inteligência artificial sem originality ou valor real para os leitores. Um exemplo comum mencionado pela própria plataforma é a construção "Não é X, é Y", que se tornou recorrente nos posts publicados no LinkedIn após ser repetida exaustivamente nas respostas de modelos de linguagem como o ChatGPT.

A vice-presidente de produto e Editora Executiva do LinkedIn, Laura Lorenzetti, explicou que a plataforma将通过 novos sistemas para distinguir conteúdos que efetivamente agregam informações relevantes daqueles que apenas repetem ideias sem contribuir com nada novo. Os critérios para classificar um post como genérico incluem pensamentos reciclados, publicações sem autenticidade e textos que não apresentam perspectivas originais.

Esses conteúdos identificados como genéricos não serão completamente eliminados da plataforma, mas terão sua distribuição bastante limitada. As publicações atingidas deixarão de aparecer nas recomendações e serão visíveis apenas para os seguidores diretos dos perfis responsáveis por elas. A intenção é que usuários que buscam conexões profissionais encontrem materiais que realmente agreguem valor às suas experiências na rede social.

A mudança não significa que o LinkedIn está bannindo completamente o uso de inteligência artificial. A plataforma oferece ferramentas próprias que utilizam IA, como recursos para reescrita de posts e sistemas de recrutamento com apoio dessa tecnologia. A empresa entende que o uso de inteligência artificial é bem-vindo, desde que o resultado final mantenha ideias originais e contribua de alguma forma para as conversas na plataforma.

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O combate à presença massiva de conteúdos gerados por IA tem se tornado uma tendência no mercado de tecnologia. Recentemente, outras plataformas também adotaram medidas semelhantes. O Tinder, por exemplo, anunciou uma parceria com a World ID para verificar se perfis são controlados por humanos, uma novidade que deve chegar também a aplicativos de chamadas por vídeo como o Zoom.

A iniciativa do LinkedIn reflete uma preocupação crescente com a qualidade das interações em redes sociais profissionais. Ao limitar o alcance de publicações automatizadas sem substância, a plataforma busca diferenciá-la de outros espaços onde o mesmo tipo de conteúdo genérico já dominou completamente os feeds dos usuários.

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