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Atenção ao Embarcar: Novas Regras Para Power Banks em Voos no Brasil

05/05/2026
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Novas normas de transporte e uso de carregadores portáteis em voos no Brasil

A Agência Nacional de Aviação Civil atualizou as regulamentações referentes ao transporte e à utilização de carregadores portáteis, conhecidos como baterias externas, em voos realizados no território brasileiro. A nova diretriz estabelece que cada passageiro pode transportar no máximo dois desses dispositivos, desde que a capacidade de cada um não ultrapasse cento watts-hora. Esta medida visa alinhar a aviação brasileira aos padrões de segurança globais.

As novas regras determinam que esses equipamentos devem ser transportados obrigatoriamente na bagagem de mão, sendo terminantemente proibido despachá-los no compartimento de carga do avião. Além disso, a norma proíbe a utilização dos carregadores portáteis durante todo o trajeto da viagem. Isso significa que o passageiro não pode conectar seu telefone ou qualquer outro dispositivo eletrônico à bateria externa enquanto estiver a bordo.

Outro ponto fundamental da regulamentação é a proibição de recarregar o próprio carregador portátil utilizando as tomadas disponíveis na aeronave. O dispositivo deve permanecer desligado e sem conexão com qualquer fonte de energia ou aparelho durante o voo. Essa restrição foi implementada para garantir a segurança de todos os passageiros e da tripulação, evitando riscos relacionados ao superaquecimento das baterias.

A implementação dessas normas ocorreu de forma gradual entre as principais companhias aéreas do país. A Gol foi a última das três maiores empresas nacionais a adotar as restrições, oficializando a medida no início de maio. Já as companhias Latam e Azul haviam alertado seus clientes sobre as mudanças anteriormente, seguindo as orientações emitidas pelos órgãos reguladores.

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A mudança brasileira reflete uma tendência internacional de segurança aérea. A Organização Internacional de Aviação Civil, entidade que define as diretrizes globais para o setor, publicou novas orientações que foram adotadas por empresas estrangeiras, como a Lufthansa e a Emirates. A Agência Nacional de Aviação Civil revisou a Instrução Suplementar cento e setenta e cinco zero zero um para consolidar essas regras no Brasil.

No caso da Latam, a empresa orienta que os carregadores portáteis não sejam guardados nos compartimentos superiores da cabine. A recomendação é que os dispositivos fiquem nos bolsos localizados à frente da poltrona ou dentro de mochilas e bolsas que permaneçam ao alcance e à vista do consumidor. Essas medidas específicas visam facilitar a detecção de qualquer eventualidade com o equipamento.

A companhia Azul, por sua vez, destacou que oferece tomadas elétricas em aeronaves específicas, como nos modelos fabricados pela Airbus ou no Embraer cento e noventa e cinco E2. Essa alternativa busca oferecer comodidade aos passageiros que precisam de energia para seus aparelhos, já que o uso da bateria externa agora é proibido durante o voo.

Um desafio para os usuários é a compatibilidade dos cabos de conexão. A maioria dos smartphones modernos utiliza o padrão USB-C, que é um conector reversível e mais rápido. No entanto, muitas aeronaves possuem frotas antigas com tomadas no padrão USB-A, que é o formato retangular tradicional. Para contornar isso, a recomendação é portar um cabo adaptador que conecte as duas tecnologias.

O funcionamento dessas baterias externas baseia-se em células de íons de lítio, que armazenam energia química para convertê-la em energia elétrica. Devido à alta densidade energética, essas baterias podem apresentar riscos em caso de danos físicos ou falhas internas, o que justifica a proibição de uso em ambientes confinados e pressurizados como a cabine de um avião.

As companhias aéreas reiteram que a segurança é a prioridade máxima em todas as operações. A proibição do uso de carregadores portáteis visa prevenir incidentes térmicos que poderiam comprometer a integridade da aeronave. Por isso, os comissários de bordo têm sido instruídos a reforçar esses avisos repetidamente durante o processo de embarque dos passageiros.

Em resumo, a nova regulamentação permite o transporte de até dois carregadores portáteis de até cento watts-hora, desde que estejam na bagagem de mão e permaneçam inativos durante a viagem. O descumprimento dessas normas pode gerar advertências durante o voo, reforçando que o aparelho deve ficar desligado para garantir a tranquilidade e a segurança de todos os ocupantes da aeronave.

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