Ex-engenheiro da Microsoft recria visual do Gerenciador de Tarefas do Windows em conceito chamativo
Dave Plummer, o nome por trás de alguns dos recursos mais icônicos do Windows, voltou a surpreender o público ao compartilhar um conceito visual para o Gerenciador de Tarefas. Ex-engenheiro de software da Microsoft, ele é justamente o principal responsável pelo desenvolvimento original dessa ferramenta essencial, acessível rapidamente pelo atalho Ctrl + Shift + Esc ou via Ctrl + Alt + Delete, selecionando a opção no menu que aparece.
Nesta semana, Plummer usou sua conta no X para divulgar uma animação demonstrando como seria o Gerenciador de Tarefas se ele ainda estivesse na empresa. Na legenda, ele brincou: "Isso, provavelmente, é como o Gerenciador de Tarefas seria (e soaria) se eu ainda estivesse por aqui. Por isso é que foi uma boa ideia eu não ter me metido no que não é minha área, em termos de design". O conceito apresenta um design colorido, detalhado e cheio de parâmetros exibidos na mesma tela, com elementos visuais e sonoros que contrastam fortemente com o visual clean e minimalista do Windows 11.
As reações dos usuários foram diversificadas. Alguns compararam o estilo ao do Windows XP, evocando nostalgia pelos designs mais vibrantes do passado. Outros expressaram preocupação com o possível impacto no consumo de memória e CPU, imaginando como um interface tão elaborada afetaria o desempenho se virasse oficial. Há quem tenha visto semelhanças com a interface expandida do clássico reprodutor de mídia Winamp, reforçando a vibe retrô e personalizada da proposta.
Diferente do Gerenciador de Tarefas atual no Windows 11, que prioriza simplicidade e organização em uma tela mais enxuta, a versão conceitual de Plummer lota a interface com métricas detalhadas, o que poderia agradar usuários avançados em busca de mais informações de uma só vez. No entanto, essa abundância de elementos visuais coloridos e animados foge completamente do padrão estético do sistema operacional atual, o que já geraria resistência em parte do público – embora outros aplaudissem justamente pela quebra de monotonia.
As chances de esse conceito se tornar realidade são mínimas. Plummer deixou a Microsoft em 2003, sem qualquer envolvimento atual no desenvolvimento do Windows. Além disso, o Gerenciador de Tarefas precisa ser leve, rápido e acessível em situações críticas, como quando um processo consome excessivos recursos do sistema e exige ação imediata. Recursos visuais ou sonoros extras poderiam torná-lo mais lento ou instável, comprometendo sua praticidade essencial. A postagem, inclusive, carrega um tom leve e bem-humorado, sugerindo que se trata mais de uma provocação criativa do que de uma proposta séria.
Vale notar que o painel usado no conceito carrega a descrição "Tempest AI Dashboard". Isso porque Plummer baseou a recriação em seu projeto pessoal Tempest AI, uma inteligência artificial em treinamento com o clássico jogo Tempest para Atari. Ele adaptou o dashboard desse experimento para ilustrar sua visão hipotética do Gerenciador de Tarefas, mostrando como suas habilidades em programação e design clássico ainda inspiram discussões sobre o que o Windows poderia oferecer de mais envolvente e detalhado para os entusiastas do sistema.