Pesquisadores da Universidade McGill aprimoraram a eficiência de um método para transformar urina humana em energia limpa. A técnica emprega células de combustível microbianas (MFCs), dispositivos que utilizam bactérias para converter resíduos orgânicos em eletricidade, unindo tratamento de água e geração de energia a partir de um material abundante.
Nas MFCs, microrganismos degradam a matéria orgânica presente no esgoto — no caso, na urina — e, durante esse processo metabólico, liberam elétrons. Esses elétrons são captados por eletrodos do sistema, criando um fluxo elétrico que pode ser aproveitado como forma de energia. Ao mesmo tempo, a atividade bacteriana reduz a carga orgânica do resíduo, contribuindo para o tratamento da água.
A escolha da urina como insumo tem sentido prático: é uma fonte abundante de compostos orgânicos e nutrientes que, se não tratados corretamente, podem representar um problema ambiental. Aproveitar esse fluxo para gerar eletricidade transforma um resíduo descartado em um recurso utilizável, mantendo a proposta de solução sustentável e de baixo custo.
O avanço alcançado por McGill reforça o potencial das abordagens microbianas para soluções integradas de saneamento e geração energética, mostrando caminhos para tornar o manejo de águas residuais mais eficiente enquanto recupera recursos a partir de correntes de desperdício humano.