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Nvidia Perde Espaço na OpenAI: Batalha por Chips de Inferência Acende Alerta no Mercado de Tecnologia

03/02/2026
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A OpenAI está procurando alternativas aos chips da Nvidia após manifestar insatisfação com o desempenho dessas peças na inferência — a etapa em que a inteligência artificial responde ao usuário. A informação foi relatada à Reuters por oito fontes que falaram sob condição de anonimato.

A movimentação ocorre num momento em que as negociações sobre um investimento de US$ 100 bilhões (aproximadamente R$ 525,7 bilhões) da Nvidia na OpenAI estão emperradas e levando mais tempo do que o esperado. Esse impasse também tem repercussões em outras frentes da indústria.

A principal queixa da OpenAI é a velocidade com que os processadores da Nvidia respondem a tarefas complexas, como a geração de código. Por isso, a empresa busca chips com memória SRAM — memória integrada ao próprio chip e muito mais rápida que a memória externa usada nas placas da Nvidia — com a meta de que, no futuro, esses novos fornecedores respondam por pelo menos 10% da capacidade de inferência da companhia.

Para avançar nessa direção, a OpenAI já fechou um acordo com a Cerebras e também utiliza alguns processadores da AMD. Em resposta a esses movimentos, a Nvidia licenciou a tecnologia da Groq, startup que chegou a conversar com a OpenAI, numa tentativa de evitar que concorrentes ganhassem muito espaço.

A tensão entre Nvidia e OpenAI tem implicações financeiras para outros parceiros, sobretudo a Oracle. O Wall Street Journal apontou riscos porque a Oracle assinou um contrato de US$ 300 bilhões para fornecer computação em nuvem à OpenAI e já investe em data centers gigantescos contando com esses pagamentos. Para se proteger e equilibrar as contas, a Oracle anunciou intenção de vender até US$ 20 bilhões (R$ 105,35 bilhões) em novas ações em 2026; suas ações chegaram a perder metade do valor desde o pico de setembro de 2025.

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Do lado das declarações públicas, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, minimizou as especulações, chamando de “bobagem” os rumores de tensão com a OpenAI, e afirmou que a empresa ainda pretende investir na startup, embora possivelmente por um montante menor que os US$ 100 bilhões inicialmente mencionados. Paralelamente, o CEO da OpenAI, Sam Altman, elogiou os chips da Nvidia nas redes sociais, classificando-os como “os melhores do mundo”. O tom contido de ambos os executivos sinaliza a tentativa de manter portas abertas enquanto a OpenAI busca também captar recursos com outros investidores, como o SoftBank.

A pressão sobre a OpenAI aumenta porque concorrentes, como Google e Anthropic, já usam chips próprios que se mostram mais eficientes para fornecer respostas rápidas. Em termos gerais, a Nvidia mantém vantagem na fase de treinamento das IAs — quando os modelos são “ensinados” — enquanto a etapa de inferência, o “uso” diário pelos usuários, exige equipamentos mais ágeis e econômicos.

Resolver esse desafio técnico é crucial para a OpenAI, que precisa ajustar sua infraestrutura de inferência para honrar compromissos financeiros futuros avaliados em US$ 1,4 trilhão (R$ 7,37 trilhões) pelos próximos anos.

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