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Influenciadora de Elon Musk Processa xAI por Uso Irresponsavel de Inteligencia Artificial em Cenarios de Abuso Digital

16/01/2026
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A influenciadora Ashley St. Clair, que tornou pública em 2024 a informação de que teve um filho com Elon Musk, entrou com um processo contra a xAI, empresa de inteligência artificial do bilionário. A ação, protocolada na quinta-feira (15), acusa o chatbot Grok de ser "irrazoavelmente perigoso" por possibilitar a criação de imagens sexualizadas e deepfakes sem consentimento, incluindo simulações de nudez de St. Clair quando ela ainda era menor de idade.

O caso intensifica a crise em torno do X/Twitter. Segundo a influenciadora, usuários se valeram do Grok — que opera dentro da rede social — para "despir" suas fotos e inserir símbolos de ódio, em um ataque que ela descreve como sistemático e humilhante. Em meio à repercussão, St. Clair afirma ter sofrido retaliação da plataforma: seu selo de verificação foi removido e a monetização de sua conta foi suspensa depois que ela denunciou o conteúdo abusivo.

Em resposta à ação apresentada em Nova York, a xAI revidou com um contraprocesso no Texas, alegando que os termos de serviço exigem que disputas legais sejam resolvidas naquele estado. A defesa de St. Clair aponta que a tecnologia do Grok foi usada para gerar imagens dela com tatuagens ofensivas e até trajes nazistas, e afirma ainda que pedidos iniciais para remoção do conteúdo foram ignorados pela empresa, que teria informado não ter encontrado violação.

O processo também revela um cenário mais amplo de desamparo digital. Ashley relata que passou a receber mensagens de pais desesperados tentando remover imagens sexualizadas de seus filhos, geradas pelo Grok. Embora o X/Twitter tenha anunciado o início do bloqueio do uso do Grok para "despir" pessoas reais em jurisdições onde a prática é ilegal, críticos dizem que as salvaguardas adotadas pela empresa são frágeis e podem ser facilmente contornadas em comparação com medidas de concorrentes.

Órgãos reguladores na Califórnia e em outros países já mantêm investigações abertas sobre como as empresas de Musk têm lidado com a proliferação desses conteúdos. A disputa judicial entre St. Clair e a xAI surge, assim, no centro de um debate global sobre a necessidade de filtros mais eficazes em IAs generativas que operam em grandes plataformas digitais.

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A reportagem utilizou informações do Wall Street Journal.

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