Começar o dia com um bom café é um prazer — mas escolher a cafeteira certa para conciliar sabor e praticidade na rotina pode confundir. Além de priorizar um grão de qualidade, é essencial entender qual equipamento se encaixa melhor no seu perfil: o que valoriza sabor intenso, o que prepara grandes quantidades rapidamente ou o que cabe no seu orçamento. Abaixo, cinco pontos essenciais para ajudar na decisão.
1. Cafeteira de jarra
É o modelo mais comum: a água esquenta e goteja sobre o pó, enchendo uma jarra. Esse tipo é ideal para quem precisa de muito café no dia a dia, com capacidades que costumam variar de 1 a 1,8 litros — perfeito para famílias ou escritórios.
- Jarra de vidro: opção mais barata, mas mais frágil. Mesmo quando utiliza vidro temperado, exige cuidado com choques térmicos e quedas.
- Jarra de inox: mais cara, porém mais resistente a impactos e melhor em manter a temperatura do café por mais tempo.
- Filtros: modelos com filtro permanente exigem limpeza constante; o filtro de papel gera um café mais “limpo” e tende a ser mais higiênico, embora gere custo recorrente. Esse tipo costuma ser considerado o campeão do custo-benefício quando o foco é volume e praticidade.
2. Cafeteira de expresso
Voltadas à intensidade, as cafeteiras de expresso preparam bebidas concentradas — as doses variam de cerca de 25 ml a 65 ml — e geralmente demandam um processo mais trabalhoso que as de jarra. Há desde máquinas manuais até superautomáticas.
Máquinas de cápsula entregam alta conveniência, rapidez e vedação que preserva o pó. Adaptadores ou cápsulas reutilizáveis podem parecer econômicos, mas exigem limpeza a cada uso, o que reduz a praticidade e a rapidez oferecidas pelas cápsulas descartáveis.
3. Cafeteira italiana (moka)
Conhecida por produzir um café muito forte, a italiana extrai muito sabor do pó, mas é fácil exagerar e obter uma bebida amarguíssima se não houver cuidado na proporção e extração. Diferente do expresso, a moka não gera a crema característica, mas é uma opção tradicional para quem busca intensidade. Já existem versões elétricas que dispensam o fogão.
4. Cafeteira francesa (prensa francesa)
A prensa francesa trabalha por infusão, preservando os óleos essenciais do grão e entregando um café com corpo e nuances de sabor mais evidentes. O mercado também oferece modelos elétricos que controlam a temperatura da água, unindo a qualidade da prensa com a praticidade de apertar um botão.
5. Cafeteira a vácuo (sifão)
Para entusiastas que buscam uma experiência sensorial, o sifão — com aparência de equipamento de laboratório — combina imersão total e filtragem a vácuo, resultando em uma bebida extremamente limpa, com doçura mais marcada e quase sem amargor, realçando o perfil do grão. É visualmente impressionante, mas pouco prática para o cotidiano: exige cuidado com peças de vidro e um processo de aquecimento mais delicado. Em dias com tempo livre, porém, proporciona uma experiência difícil de superar.
Com essas diferenças em mente — capacidade, intensidade, praticidade, manutenção e custo — você pode escolher a (ou as) cafeteira(s) que melhor atendem ao seu estilo: seja para preparar grandes quantidades, buscar máxima intensidade, ou optar por um ritual mais cuidadoso e sensorial.